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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Dario Escobar, o eremita colombiano do vale sagrado do Líbano

O Vale do Kadisha, local sagrado no norte do Líbano, é há muito o lar de várias comunidades monásticas cristãs que procuram tranquilidade, segurança e paz. Alguns querem mesmo a solidão, remetendo-se a uma vida de reclusão e eremitismo. Um desses eremitas tem-se tornado uma das principais atrações turísticas do vale. Dario Escobar, colombiano de 83 anos, vive ali sozinho há 27 anos.
Não, Dario não tem nada a ver com o narcotraficante Pablo Escobar – mas já ficou retido num aeroporto por culpa do apelido em comum. O National Geographic deu a conhecer o eremita estrangeiro que há 17 anos tem como lar o vale sagrado do Líbano. Dario Escobar foi para o Líbano após ter ouvido falar da história do vale através de um padre maronita, um dos principais grupos religiosos naquele país do Médio Oriente. “Vim porque só no Líbano existem eremitas”, confessou Escobar. Após chegar, teve de esperar 10 anos para receber a benção do Mosteiro de Santo António de Qozhaya e poder iniciar a sua vida de eremita.
Turistas sobem a montanha do vale para ver Dario e, se possível, trocar umas palavras com ele. Contudo, nem sempre têm sorte de o conseguir apanhar ou poder conversar. Ao National Geographic, Georges Zgheib, um guia turístico do vale, refere que é uma questão de sorte apanhar o eremita fora da sua habitação. Mesmo que isso aconteça, falar com ele depende “do seu humor”. “Umas vezes não quer falar com pessoas. Outras vezes ri-se e conta piadas, e as pessoas riem com ele”, diz Zgheib.
A rotina diária de Dario Escobar, segundo o próprio, consiste em 14 horas de oração, três horas de trabalho, duas horas de estudo e cinco horas de sono. A sua casa é modesta: contém um escritório, com pouco mais do que uma secretária e uma estante, e um quarto com um colchão fino e uma almofada de pedra.
No que toca a alimentação, Dario revela que leva uma dieta vegetariana, comendo apenas que o seu jardim lhe dá. O National Geographic, no entanto, refere que um grupo de mulheres de uma cidade próxima lhe levou recentemente um pacote de batatas fritas.
Desde que se criou o Trilho de Montanha do Líbano, em 2007, que o vale sagrado tem recebido mais visitantes. Desde então que Dario recebe mais turistas, ainda que o caminho não passe diretamente pela sua capela. Uns vão para obter a benção do padre, outros simplesmente para o conhecer e ouvir as suas piadas, que o National Geographic diz serem “engraçadas” – “Ficas aqui e eu vou comprar uma almofada, uma boa almofada”, disse, enquanto mostrava os seus aposentos a turistas.
O Vale do Kadisha foi declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1998. Dario Escobar reconhece que algum dia será levado para o convento pelos superiores, “se for muito velho”. Contudo, se fosse por Dario, ficava a viver no vale “de vez”.
 


"Onde há vontade, há um Caminho"

PAPA FRANCISCO CONFIRMA QUE PAULO VI SERÁ CANONIZADO EM 2018




Na última quinta-feira, 15 de fevereiro, o Papa Francisco teve o habitual encontro anual com os párocos de Roma, na Basílica de São João de Latrão. Um encontro privado do qual só se conheceu o conteúdo no sábado.
Ao final do encontro, o Papa brincou e foi quando deu a notícia de que Paulo VI será canonizado em 2018.
“Dois recentes bispos de Roma já são santos”, disse em referência a João XXIII e João Paulo II. “Paulo VI será santo este ano. E um tem causa de beatificação aberta, João Paulo I”.
“Bento e eu estamos na lista de espera: rezem por nós! ”, brincou.
Assim, confirma-se o que foi publicado pelo Grupo ACI, de que Paulo VI será canonizado este ano, provavelmente durante o Sínodo dos Bispos sobre os jovens no próximo mês de outubro. Após a aprovação dos cardeais, só faltaria a aprovação do Papa Francisco.
As informações são do Blog ACI
 
"Onde há vontade, há um Caminho"

18 de fevereiro de 2018 – 1º Domingo da Quaresma – Ano B



EVANGELHO – Mc 1,12-15
Evangelho de Nosso senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, o Espírito Santo impeliu Jesus para o deserto. Jesus esteve no deserto quarenta dias
e era tentado por Satanás. Vivia com os animais selvagens e os Anjos serviam-n’O. Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a pregar o Evangelho, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».

Palavra da Salvação.

REFLEXÃO
A história da humanidade, desde as suas origens, está marcada pelo pecado. Ao longo dos séculos tem-se revivido o pecado dos nossos primeiros pais que foi, antes de mais, uma atitude de orgulho, de revolta, de falta de submissão à vontade de Deus. E as raízes desse mal estão em todos nós, sempre prontas a manifestar-se. Por isso toda a vida humana terá de ser uma vida de luta contra o mal.
Mas Deus intervém junto de nós, porque nos quer salvar. Interveio, logo no início dos tempos, quando mandou o Dilúvio para destruir o mal sobre a terra, fazendo desaparecer os homens pecadores. Interveio ainda, depois de tantas outras calamidades, quando fez uma aliança com Moisés e lhe entregou as Tábuas da Lei. E interveio finalmente quando enviou ao mundo o Seu Filho que por nós padeceu e morreu. Foi esta a Nova e Eterna Aliança que Deus fez com os homens, aliança definitiva que pelos méritos de Cristo nos obteve o perdão de todos os nossos pecados.
Mas Deus quer ainda intervir junto de cada um de nós e para isso nos proporciona este tempo da Quaresma, destinado a ser, por assim dizer, um retiro espiritual para renovar a nossa vida cristã.
Este é o grande tempo da catequese da Igreja, que começou na Quarta-feira de Cinzas e se prolonga até ao Tríduo Pascal. É o “tempo favorável” para mais nos abrirmos à misericórdia de Deus; e assim, convertidos e renovados, poderemos chegar com mais fervor e alegria às festas pascais.
Para isso recordemos, em primeiro lugar, o nosso Batismo, sugerido já pelas leituras deste domingo, procurando reviver a graça que nesse dia recebemos. Lancemos no fundo do mar as nossas más inclinações, e sigamos muito a sério por um novo caminho, numa linha de austeridade e renúncia, como é próprio deste tempo, que é o tempo apropriado para nos recolhermos no “deserto” interior do nosso coração, aprofundando a nossa relação com Deus, nosso Pai. Em união com Jesus, que no deserto foi tentado e venceu as tentações, procuremos também vencer o mal que há em nós. E não esqueçamos que o mal, o pecado, reina por toda a parte, à nossa volta, e não podemos ser indiferentes a isso.
Procuremos, por isso, fazer alguma coisa para evitar ou ajudar a destruir o mal que nos rodeia. Por exemplo, na sociedade de consumo em que vivemos, porque não evitar alguns gastos supérfluos e ajudar com essas economias alguém que precise da nossa ajuda? Há tanta gente que sofre de isolamento. Porque não ir visitar uma pessoa idosa ou doente, comunicando-lhe um pouco de alegria e boa disposição? Na vida familiar, quantos gestos de caridade, de paciência, de diligencia, podemos oferecer a Deus! E no meio de tanto barulho… porque não fazer um pouco de silêncio, nem que seja moderado o uso da TV, do Computador, etc, ou comedindo-nos um pouco mais nas nossas palavras, para ajudar a criar um ambiente de paz e favorecer o diálogo em família, tão necessário.
Isto ou outras coisas poderemos fazer, mas o importante é que cada um encontre a sua forma mais adequada de viver santamente esta Quaresma.


ORAÇÃO UNIVERSAL
Caríssimos irmãos e irmãs:
Voltemo-nos para Deus, que salvou Noé e os seus filhos do dilúvio com que submergiu a terra,
e oremos pela Igreja e pelo mundo, dizendo (ou: cantando), cheios de confiança:

R. Kyrie, eleison.
Ou: Renovai, Senhor, o vosso povo.
Ou: Senhor, tende piedade de nós.

1. Pelos ministros da Igreja, pelos fiéis e catecúmenos,
para que escutem o apelo feito a todos:
“Arrependei-vos e acreditai no Evangelho”,
Oremos, irmãos.

2. Pelos homens que governam as nações,
para que não se deixem tentar pelo poder
e estejam sempre ao lado dos mais fracos,
oremos, irmãos.

3. Pelos que vivem na solidão e na tristeza
e pelos humilhados, desprezados e esquecidos,
para que em Deus encontrem o que procuram,
oremos, irmãos.

4. Pelos cristãos que iniciaram a Quaresma,
para que, na oração, na partilha e no jejum,
se preparem para celebrar a santa Páscoa,
oremos, irmãos.

5. Por nós próprios e pela nossa comunidade (paroquial),
para que o Espírito nos faça sentir fome da Palavra
e não deixe que sejamos vencidos pelo Demónio,
oremos, irmãos.

(Outras intenções: catecúmenos adultos; grandes problemas mundiais …).
Senhor, nosso Deus, que fizestes uma aliança por todas as gerações com a descendência de Noé e com os seres vivos, concedei-nos a graça de descobrir que só em Vós se encontra a fonte do amor e da vida. Por Cristo Senhor nosso.

1° Domingo da Quaresma

O ícone é uma mediação, no sentido de que é uma ferramenta que nos conecta com Deus, o Deus a quem estamos ausentes da maioria das horas do nosso dia. O ícone vem nos levar a sua presença e nos lembrar de seu apelo: "Eu estou na porta de pé batendo..". O ícone também é mediador no meio, então colocamos no meio do nosso trabalho, e nossa casa, nas paredes nos quartos e nos salões, na carteira e no livro ... e como o transformamos no meio. Deus se torna pouco a pouco e através deles no meio da nossa vida.

"Onde há vontade, há um Caminho"

sábado, 17 de fevereiro de 2018

«Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, excepto no pecado» (Heb 4,15)




Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Discursos sobre os Salmos, PS 60; CCL 39, 766


«Escutai, ó Deus, o meu clamor, atendei a minha oração! [...] Dos confins da terra grito por Vós, com o meu coração desfalecido» (Sl 60,2-3). Dos confins da terra, ou seja, de toda a parte. [...] Não é só uma pessoa que fala assim; e, no entanto, é uma só pessoa, porque não há senão um só Cristo, do qual somos os membros (Ef 5,23). [...] Aquele que grita dos confins da terra está angustiado, mas não foi abandonado. Porque fomos nós, ou seja, o seu corpo, que o Senhor quis prefigurar no seu próprio corpo. [...]

Simbolizou-nos na sua pessoa quando quis ser tentado por Satanás. Lê-se no Evangelho que Nosso Senhor, Cristo Jesus, foi tentado no deserto pelo diabo. Em Cristo, és tu que és tentado, porque Cristo tomou de ti a sua humanidade para te dar a sua salvação, de ti tomou a sua morte para te dar a sua vida, de ti sofreu os seus ultrajes para te dar a sua honra. Foi portanto de ti que Ele tomou as tentações, para te dar a sua vitória. Se somos tentados nele, nele também triunfaremos do diabo.

Reconheces que Cristo foi tentado, e não reconheces que alcançou a vitória? Reconhece-te como tentado ele, reconhece-te como vencedor nele. Ele poderia ter impedido o diabo de se aproximar dele; mas, se não tivesse sido tentado, como nos teria ensinado a maneira de vencer a tentação? Por isso, não é de espantar que, atormentado pela tentação, Ele grite dos confins da terra segundo este salmo. Mas porque não é vencido? O salmo continua: «Conduzi-me ao rochedo». [...] Recorda o Evangelho: «Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja» (Mt 16,18). Assim, é a Igreja, que Ele quis construir sobre a pedra, que grita dos confins da terra. Mas quem se tornou rochedo, para que a Igreja pudesse ser construída sobre o rochedo? Ouçamos S. Paulo: «O rochedo era Cristo» (1Cor 10,4). É pois sobre Ele que nós somos edificados. Por isso, a pedra sobre a qual somos construídos foi a primeira a ser batida pelos ventos, pelas torrentes e pelas chuvas, quando Cristo foi tentado pelo diabo (Mt 7,25). Eis a fundação inabalável sobre a qual Ele te quis edificar.

 


"Onde há vontade, há um Caminho"

A INCENSAÇÃO AO CÂNTICO EVANGÉLICO NA LITURGIA DAS HORAS



"Durante o Cântico Evangélico nas Laudes e Vésperas, pode ser incensado o altar e, em seguida, também o sacerdote e o povo". (HGLH 261)
O Incenso durante o canto do Benedíctus e do Magníficat fazem parte dos ritos externos da celebração da Liturgia das Horas e está ligada com o simbolismo da Oração da comunidade que sobe ao céu como o incenso (cf. Sl 140) e também com a oferenda que cada um faz de si mesmo em torno do altar.
Também não podemos deixar de lembrar que os cânticos evangélicos são as únicas proclamações do texto do Evangelho na Liturgia das Horas, exceto a proclamação nas vigílias. Por esse motivo a incensação está ligada também com a dignidade do Evangelho como na Missa.

Cantos
 

"Onde há vontade, há um Caminho"