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domingo, 17 de setembro de 2017

ENTENDA O QUE MUDA NAS MISSAS COM O NOVO DOCUMENTO DO PAPA



Francisco dá às conferências episcopais mais autonomia na adaptação dos textos litúrgicos. Medida aproxima os rituais dos fiéis

No último dia 9, um sábado, enquanto as atenções do mundo católico voltavam-se para a viagem do papa Francisco à Colômbia, o Vaticano divulgou um importante texto com força de alterar o Código de Direito Canônico. Chamado de motu proprio, quando é criado por iniciativa exclusiva do papa, o documento deu às conferências episcopais (a CNBB no Brasil, por exemplo) a incumbência de adaptar os livros litúrgicos, aqueles usados nas missas, nos casamentos e nos batizados, por exemplo. Até então, as conferências basicamente os traduziam. Na prática, as cerimônias católicas poderão adotar uma linguagem mais próxima à realidade do fiel, como a adoção de expressões locais – sem, obviamente, ferir o rito romano. Os textos editados têm ainda de ser enviados para a Santa Sé, mas não serão mais revisados – e, sim, confirmados. A medida é, sem dúvida, modelo de descentralização do poder romano. O motu proprio de Francisco, porém, provoca outro impacto tão ou mais significativo sob ponto histórico: o desestímulo das missas em latim, conhecidas como tridentinas. O rito vinha ganhando fôlego na Santa Sé nos últimos anos.
O motu proprio de Francisco também surge para aplacar as chamadas “guerras litúrgicas”, que ganhou força sobretudo no prelado americano. O termo refere-se a uma série de batalhas internas sobre como o culto católico deveria parecer e soar em inglês. De um lado, os progressistas em favor de textos que refletissem as sensibilidades modernas. De outro, os conservadores que defendiam que a reformulação pós-Vaticano II da liturgia havia cedido demais à modernidade secular e não era mais fiel aos textos originais em latim.

 


"Onde há vontade, há um Caminho"

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

ENSINO DA FILOSOFIA NA FORMAÇÃO DE PADRES E O EXORCISMO FORAM TEMAS APRESENTADOS AOS BISPOS




Dom Pedro Carlos Cipollini, bispo de Santo André (SP) falou aos jornalistas, na Coletiva de Imprensa, sobre os dois subsídios que a Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, a qual preside, apresentou aos bispos na 55ª Assembleia Geral da CNBB, dia 3 de maio.
O primeiro deles é “O Ensino de Filosofia na Formação Presbiteral”. O subsídio trata da importância da filosofia na formação dos padres. Segundo o religioso, o pensar, no contexto de uma sociedade imediatista, deixou de ser algo importante.
A filosofia também foi minimizada na reforma do Ensino Médio, disse o bispo, ao ser transformada numa disciplina optativa. O subsídio apresenta orientações básicas do ensino da matéria no contexto das disciplinas de formação dos presbíteros.
Exorcismo
O outro subsídio trata da questão do exorcismo na Igreja. A publicação, cujo nome é “Exorcismos: reflexões teológicas e orientações pastorais”, reconhece a existência do “mal” na sociedade. O subsídio apresenta indicações pastorais de como tratar o fenômeno, a partir de uma interpretação bíblica e também dos ensinamentos do magistério da Igreja.
O material trata ainda do ritual do exorcismo e recomenda que, com base no Direito Canônico, cada bispo nomeie um padre, em sua diocese, para esta função. “Esperamos que os dois subsídios possam ajudar a Igreja na sua missão de evangelizar e levar a boa nova a todos”, concluiu.
Amoris Laetitia
O bispo falou também sobre a Exortação Apostólica pós-sinodal do Papa Francisco, “Amoris Laetitia”, lançada em abril de 2016. A Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé está organizando também uma publicação que, segundo Dom Pedro Cipollini, vai traduzir pastoralmente, por meio de um roteiro, a prática concreta do que o Papa recomenda à toda Igreja na Exortação.
O bispo lembrou que a família é basilar. “A Igreja do Século I reunia-se em famílias e a própria Igreja é família que se reúne em torno da palavra e da Eucaristia”, disse. Segundo Dom Cipollini, com a “Amoris Laetitia”, não houve mudanças na doutrina sobre o matrimônio. O que muda, para o religioso, é a forma de tratar os casais cristãos em dificuldades ou no segundo matrimônio.
“O Papa Francisco nos exorta a ter uma atenção especial aos casais em dificuldade, acolhendo-os, discernindo e acompanhando seus problemas”, afirmou. A postura agora, de acordo com o bispo, deve ser de acolhida e integração.

 

"Onde há vontade, há um Caminho"

CNBB LANÇA SUBSÍDIO COM ORIENTAÇÕES PASTORAIS PARA EXORCISMOS




O subsídio sobre exorcismos foi um pedido dos bispos do Brasil à Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da fé

A Conferência Nacional dos Bispos dos Brasil lançou nesta quarta-feira, 3, um subsídio elaborado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, que apresenta as reflexões e diretrizes da Igreja no Brasil sobre o exorcismo. O livro foi apresentado durante uma coletiva de imprensa da 55ª Assembleia Geral dos Bispos.
A prática dos exorcimos foi pouco difundida no Brasil, mas ganhou expressão com a ajuda, sobretudo, de movimentos carismáticos. Segundo explicou o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, Dom Pedro Carlos Cippolini, o subsídio foi um pedido dos bispos a partir das circusntâncias que permeiam a sociedade e a Igreja. 
A centralidade do livro é uma reflexão sobre o “problema do mal”. “Niguém pode negar que o mal está aí”, afirmou Dom Pedro, enfatizando que é sobre isso que o documento trata, além de dar orientações práticas sobre a questão.

Ensino da Filosofia

A Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé também lançou hoje o subsídio que trata do ensino da filosofia na formação dos futuros padres. O texto aborda a minimização do ensino da filosofia e apresenta algumas orientações básicas sobre o assunto.
Atualmente, os seminaristas estudam oito anos, antes de serem ordenados padres. Metade destes anos são dedicados à filosofia, a outra metade, à teologia. 

Amoris Laetitia na prática

Dom Pedro também falou do empenho da CNBB em estudar a Encíclica Amoris Laetitia, publicada pelo Papa Francisco, em abril do ano passado. A proposta das Comissão para a Família e para a Doutrina da Fé é elaborar um subsídio para facilitar a leitura do documento papal.
O bispo ressaltou que não se trata de um manual, mas um roteiro para a prática da encíclica, da forma como o Papa recomenda a toda Igreja.



"Onde há vontade, há um Caminho"

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Perigo para Santa Madre Igreja Católica Romana:"Arautos do Evangelho", o fundador renuncia enquanto o Vaticano investiga


O Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, de 77 anos, fundador e Superior-Geral da Sociedade Clerical de Vida Apostólica "Virgo Flos Carmeli", e presidente da associação privada de fiéis "Arautos do Evangelho", a primeira nascer e ser aprovada no novo milênio, renunciou. Com uma carta de 12 de junho de 2017, ele anunciou sua renúncia ao cargo para que um de seus filhos espirituais "pudesse conduzir esta Obra à perfeição desejada por Nossa Senhora". João Scognamiglio Clá Dias acrescentou que "ao deixar este cargo não posso (e nem desejaria), diante de Deus, renunciar minha missão como padre". Portanto, ele continuará "à disposição das pessoas, por ter consciência de que fui constituído por Deus como modelo e guardião-vivo deste carisma que o Espírito Santo me deu".

A reportagem é de Andrea Tornielli , publicada por Vatican Insider, 12-06-2017. A tradução é de Henrique Denis Lucas.

A decisão surpreendente do fundador estaria relacionada à investigação sobre os Arautos iniciada pela Congregação que se ocupa dos religiosos. Uma investigação "profunda e séria", explicam as fontes do Vaticano, embora ainda não se tenha tomado qualquer decisão sobre uma possível visita apostólica.

João Scognamiglio Clá Dias representa uma das duas ramificações que dividiu a associação fundada no Brasil, durante os anos cinquenta, por Plinio Corrêa de Oliveira, pensador católico tradicionalista, de direita e contrarrevolucionário, criador da associação TFP (Tradição, Família e Propriedade).

Após sua morte, o grupo se dividiu. De um lado, os "Fundadores", que obtiveram o direito ao uso do nome TFP nos Estados Unidos e na Europa (a associação italiana é muito próxima das posturas do professor Roberto De Mattei, e nos próximos meses se dedicará a apoiar as atividades dos quatro cardeais autores das "dubia" sobre o "Amoris laetitia"). Do outro lado, João Scognamiglio Clá Dias, obteve os bens e o nome da associação no Brasil, e que após a morte de Plinio Corrêa (em 1995), fundou uma ordem religiosa e uma associação privada de leigos, com ramos masculino e feminino: os "Arautos do Evangelho". (Nota de IHU On-Line: para mais informações clique aqui)

Conhecidos por seu hábito muito peculiar, semelhante a uma bata curta, com uma gigantesca cruz branca e vermelha em seu peito, e botas parecidas às de ginetes, os "Arautos" se espalharam por 78 países, dispondo de muitas vocações, envolvendo milhares de jovens, além de terem sido apoiados particularmente pelo cardeal esloveno Franc Rodè, durante a época em que ele era o prefeito dos religiosos.

A investigação do Vaticano parte, dentre muitas outras indicações, de algumas cartas e vídeos enviados por Alfonso Beccar Varela a Roma. Há menos de três anos atrás falava-se da existência, dentro da TFP e depois dentro dos "Arautos", de uma espécie de sociedade secreta, "Semper viva", na qual se praticava o culto pela mãe de Plinio Corrêa, Dona Lucilia, pelo próprio Corrêa e também por João Scognamiglio Clá Dias. Um culto que a Igreja não permite.

Os vídeos postados online por Alfonso Beccar Varela são frequentemente transferidos a outros sites da Internet, porque no Brasil os "Arautos" adotam medidas legais para apagá-los segundo as regras de direitos autorais. Tratam-se de imagens que mostram exorcismos com fórmulas não aprovadas pela autoridade eclesiástica, mas, sobretudo, mostram gravações de encontros entre o fundador e alguns sacerdotes. Seguramente são vídeos gravados com o consenso dos interessados, mas em que as autoridades vaticanas encontram elementos suficientes para se aprofundar na investigação.

Um deles por ora pode ser visto aqui. Dos diálogos e declarações surge um certo milenarismo: alguns dos "Arautos" estão convencidos de que, graças à Virgem de Fátima, está chegando uma espécie de fim do mundo em que o Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias triunfará. Os sacerdotes falam sobre os exorcismos que estão acontecendo, que o diabo anuncia que o próprio Fundador se tornará Papa ("As chaves pontifícias estão nas mãos do demônio, mas estão por passar para as mãos de Dom João"), e que as forças satânicas temem-no mais do que qualquer coisa no mundo. Um demônio através de uma pessoa exorcizada teria dito: "Jogue-me mais água benta, mas não jogue a água que passou pelas mãos de Dom João".

Nos vídeos, atesta-se que os nomes de dona Lucila, Plinio Corrêa e Monsenhor João são invocados nos exorcismos como se fossem muito poderosos. Eles são quase divinizados. Como se pode ver, há material suficiente para pedir explicações, embora haja pessoas que tentaram imediatamente apresentar a notícia da investigação do Vaticano (mas recaindo sobre os graves motivos) como se fosse um ato "imperial" da Santa Sé para sufocar as realidades mais próximas do tradicionalismo.

Massimo Introvigne é um sociólogo reconhecido que estudou durante anos os movimentos que derivaram de Plínio Corrêa de Oliveira e que reuniu uma vasta documentação (como demonstrado nos artigos "Tradition, Family and Property (TFP) and the Heralds of The Gospel: The Religious Economy of Brazilian Conservative Catholicism" e "Alternative Spirituality and Religion Review", do outono de 2016), na biblioteca do Censor (Centro de Estudo sobre as Novas Religiões) de Turim, que ele próprio dirige.

Ele afirma que "muitos indícios sugerem que dentro dos ‘Arautos do Evangelho’ pratica-se uma espécie de culto secreto e extravagante a uma espécie de trindade composta por Plinio Corrêa de Oliveira, sua mãe Lucilia e o próprio Monsenhor Clá Dias".

"Trata-se, acrescentou, da continuação de práticas que começaram há cerca de 30 anos, por parte do próprio Clá Dias e outros, dentro do movimento de Corrêa de Oliveira, antes da morte deste último, em 1995. Creio ser importante distinguir entre as obras de Corrêa de Oliveira (controversas especialmente durante os últimos anos de sua vida, quando ele se aproximou dos que rejeitavam o Concílio Vaticano II, mas que são de considerável importância para a história do pensamento latino-americano do século XX) e as ações de seus herdeiros verdadeiros ou presumidos. Entrevistei três vezes Corrêa de Oliveira e, inclusive, perguntei-lhe sobre os rumores de um culto secreto a ele e sua mãe, e sempre me disse que essas eram coisas de seus seguidores mais jovens, mas que em nada tinham sido incentivadas ou aprovadas por ele. Pode ser que ele seja culpável pelo menos pela pouca vigilância. Mas isto não invalida para mim o valor de seus escritos".


Oremos a Nossa Senhora pela proteção da Santa Madre Igreja:

A Nossa Senhora do Perpétuo Socorro


“Ó Santíssima Virgem Maria, a fim de inspirar-nos a eterna confiança em vós, quisestes ser conhecida pelo doce nome de Mãe do Perpétuo Socorro. Vosso socorro em todo tempo e lugar. Nas tentações, nas minhas dificuldades, Em todas as aflições durante a vida e, especialmente, na hora da minha morte. Dai-me, ó, misericordiosa Mãe, o dom de recorrer a vós, pois sei que sereis o meu refúgio e a minha salvação. Alcançai-me a graça, Senhora Amabilíssima, de sempre estar sob o vosso manto de proteção e louvá-la em todos os momentos da minha jornada terrena, aguardando a hora de bendizer-vos a salvo no céu. Abençoai-me, ó, terna e bem-aventurada, Mãe, e rogai por mim agora e na hora da minha morte. Amém! Ó Mãe do Perpétuo Socorro. Favorecei-me com vosso poderosíssimo socorro. E fazei com que eu o rogue sem cessar. Amém!”

OREMOS A S. MIGUEL 

“Gloriosíssimo São Miguel, chefe e Príncipe dos exércitos celestes, fiel guardião vencedor dos espíritos rebeldes, amado da casa de Deus, nosso admirável guia depois de Deus, dignai-vos e 
livrai-nos de todo mal de todo perigo que nos ronda neste mundo recorremos a vos, meu querido São Miguel e te pedimos, que coloque sobre nos suas asas,seu manto e sua espada de luz para que ela nos cubra, livrando-nos sempre de todo mal. Levanta-se Deus e a bem Aventurada sempre Virgem Maria, São Miguel Arcanjo, e todas as milícias celestes, sejam dispersos seus inimigos fujam de sua face todos os que vos odeiam em nome do Pai do Filho do Espírito Santo. Amém, Amém e Amém!!!”
 




"Onde há vontade, há um Caminho"