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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Excomunhão


Excomunhão é uma punição religiosa utilizada para se retirar ou suspender um crente de uma filiação ou comunidade religiosa. A palavra significa literalmente colocar [alguém] fora da comunhão. Em algumas religiões, excomunhão inclui condenação espiritual do membro ou grupo. Excomunhão estigmatiza e sanções, que incluem banimento do crente.
Segundo Dom Felício da Cunha Vasconcellos, Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, entre 1930-1945, excomunhão na Bíblia se entende como: 
“Avisar aos crentes, fazer entender aos fiéis sobre algo que afete ao Credo a religião Cristã. É uma carta, uma mensagem, ou outro instrumento de divulgação religiosa dentro e fora das igrejas que avisem aos crentes sobre algo de anormal na religião professada, ou seja, a manifestação levada a indivíduos em particular e/ou a seitas religiosas e/ou políticas que costumam publicar ideologias em dois sentidos e/ou "Línguas Bífidas" para envolver os crentes.”

Os efeitos da excomunhão encontram-se claros no cânon 1331:
Cânon 1331
§1 – Proíbe-se ao excomungado:
1. Possuir qualquer participação ministerial na celebração do Sacrifício Eucarístico ou em quaisquer outras cerimônias de culto;
2. Celebrar os sacramentos ou sacramentais e receber os sacramentos;
3. Desempenhar ofícios, ministérios ou cargos eclesiásticos ou realizar atos de regime.
§2 – Quando a excomunhão foi imposta ou declarada, o réu:
1. Se quiser agir contra o que é prescrito no §1, deverá ser rejeitado ou deve cessar a cerimônia litúrgica, a não ser que obste uma causa grave;
2. Realiza invalidamente os atos de regime, que conforme o §1,3 são ilícitos;
3. Está proibido de gozar dos privilégios que anteriormente lhe foram concedidos;
4. Não pode obter validamente uma dignidade, ofício ou outra função na Igreja;
5. Não tem para si os frutos de uma dignidade, ofício, função ou pensão que tenha na Igreja.
O §1 se refere ao excomungado em geral, sem oferecer maiores especificações. Portanto, diz respeito a todos os excomungados, sejam “latae sententiae” ou “ferendae sententiae”. Por outro lado, o §2 refere-se apenas àqueles que foram excomungados “ferendae sententiae” (excomunhão imposta) ou “latae sententiae” declarada; excluem-se aqueles que incorreram em excomunhão “latae sententiae” não-declarada.
Além disso, deve-se considerar que o cânon 1355 suaviza os efeitos da excomunhão todas as vezes que objetive atender a um fiel em perigo de morte. Esta indicação se refere ao ministro que incorreu em excomunhão; o cânon 976, por sua vez, concede faculdade a qualquer sacerdote, ainda que não esteja aprovado, de absolver de qualquer censura.
Para a cessação da excomunhão deve-se ter em conta as normas do Direito Canônico sobre a cessação das censuras eclesiásticas.
O Brasil é um país cristão, de expressiva maioria católica. A informação de religião, portanto, merece atenção especial. É um segmento importante. A quantidade da informação religiosa, em geral, é bastante razoável. Alguns riscos, no entanto, ameaçam a qualidade da cobertura jornalística. Sobressai, entre eles, a falta de especialização, razoável desconhecimento técnico e, reconheçamos, certa dose de preconceito. Acresce a tudo isso, o amadorismo, o despreparo e a falta de transparência da comunicação eclesiástica. Falta profissionalização da comunicação institucional da Igreja.

ECUMENISMO I – A BERAKAH, A ORAÇÃO MAIS LINDA DOS JUDEUS!




Lendo esta oração no livro do PE. Humberto Robson de Carvalho, sobre a missa, deparei-me com esta linda oração, a mais linda e a mais importante para o povo judeu, segundo ele.
Encarreguei-me de digitalizá-la para meus leitores e leitoras deste Recanto. Ei-la:


“Bendito és  Tu, Senhor nosso Deus. Rei do mundo que alimentas todo o mundo com tua bondade, graça, fidelidade e piedade, és tu quem dás o pão a toda carne, porque eterna é a Tua fidelidade e na tua grande e perene bondade não nos faltou e não nos faltará o alimento eterno e para sempre, por causa de Teu Nome grande, porque és tu que alimentas e nutres e beneficiais a todos e dispões o alimento para todas as tuas criaturas que criaste.”

“Bendito és Tu, Senhor nosso Deus, que alimentas a todos!. Nós te confessamos, Senhor nosso Deus, da terra do Egito, e nos libertaste da casa da servidão, e por tua aliança que marcaste em nossa carne, e por tua Lei que nos ensinaste, e por teus estatutos que nos fizeste conhecer, e pela vida, a graça e a fidelidade com que nos agraciaste, e por ter comido o alimento com que nos alimentas e nos nutres perenemente a cada dia e em todo tempo e em toda hora. E, por todas essas coisas, Senhor nosso Deus, nós Te confessamos e te bendizemos: seja bendito teu Nome na boca de todo vivente perenemente, eternamente e para sempre, como está escrito: “E comerás e te saciarás e bendirás o Senhor Deus teu, pela terra boa que te deu”.(Dt 8, 10).”

“Bendito és Tu, Senhor, pela terra e pelo alimento.
Tem, pois, piedade, Senhor nosso Deus, de Israel, teu povo, e de Jerusalém, tua cidade, e de Sião, habitação de tua glória, e do reino da casa de Davi, teu messias, e da casa grande e santa sobre a qual foi invocado o teu Nome.”

“Nosso Deus, Pai nosso, apascenta-nos, alimenta-nos, nutre-nos, e sustenta-nos e faze que tenhamos alento sim, dá-nos maneira de ter alento, Senhor nosso Deus, depressa, em todas as nossas tribulações; e te rogamos:

não nos faças sentir necessidade, Senhor nosso Deus, nem das mãos que dão um dom de carne e sangue nem das mãos que dão seu empréstimo, mas só de tua mãos cheia, aberta,  santa e generosa, da qual não nos envergonharemos, e pela qual não seremos confundidos eternamente e para sempre”.

“Nosso Deus e Deus de nossos pais, sobe, vem e junta-te e se veja agradável e seja escutada e seja considerada e seja rememorada diante de ti a memória de nós e a consideração de nós e a memória de nossos pais e a memória do Messias, filho de Davi, teu servo, e a memória de Jerusalém, tua cidade santa, e a memória de todo o teu povo, a casa  de Israel;

para o “resto”, para o bem, para a graça, e para a fidelidade e para a piedade, para a vida e para a paz, neste dia da festa dos ázimos;

faze memória de nós, Senhor nosso Deus, nele para o bem, e considera-nos nele para a benção, e salva-nos nele para a vida, e com a palavra de salvação e de piedade sê compassivo, e faze-nos graça e tem piedade de nós e salva-nos, porque para ti são nossos olhos, porque um Deus de graça e de piedade és tu.

E reconstrói-nos Jerusalém, cidade santa, prontamente, em nossos dias. Bendito és tu, Senhor,  que nos reconstróis Jerusalém (em tua piedade).Amém”. ( 1 )

NOTA DE A.BIGCUORE: O povo judeu era o povo eleito de Deus. Com a encarnação de JESUS CRISTO, que foi rejeitado por ele, todas as pessoas passaram a fazer parte do POVO DE DEUS. Jesus instituiu a NOVA E ETERNA ALIANÇA! Ela aperfeiçoou a Lei de Moisés, instituindo o 11 mandamento:"AMAI-VOS UNS AOS OUTROS, COMO EU VOS AMEI".

Fonte:(1): Livro A Missa, PE.Humberto R. de Carvalho,Editora Salesiana,ano 2.008,  pgs. 13,14.

"Onde há vontade, há um Caminho"

Concílio Vaticano II Constituição dogmática sobre a Igreja «Lumen gentium», § 16 (rev.) - Eles andam connosco?




Finalmente, aqueles que ainda não receberam o Evangelho estão, de uma forma ou de outra, orientados para o Povo de Deus. Em primeiro lugar, aquele povo que recebeu a aliança e as promessas, e do qual nasceu Cristo segundo a carne (cf Rom 9,4-5), povo muito amado segundo a eleição «por causa dos Patriarcas, já que os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis» (cf Rom 11,28-29). Mas o desígnio da salvação estende-se também àqueles que reconhecem o Criador, entre os quais vêm em primeiro lugar os muçulmanos, que professam seguir a fé de Abraão e connosco adoram o Deus único e misericordioso, que há de julgar os homens no último dia.

E o mesmo Senhor nem sequer está longe daqueles que buscam, na sombra e em imagens, o Deus que ainda desconhecem; já que é Ele quem a todos dá vida, respiração e tudo o mais (cf At 17,25-28) e, como Salvador, quer que todos os homens se salvem (cf 1Tim 2,4). Com efeito, aqueles que, ignorando sem culpa o Evangelho de Cristo e a sua Igreja, procuram, contudo, a Deus com coração sincero, e se esforçam, sob o influxo da graça, por cumprir a sua vontade, manifestada pelo ditame da consciência, também esses podem alcançar a salvação eterna. Nem a Divina Providência nega os auxílios necessários à salvação àqueles que, sem culpa, não chegaram ainda ao conhecimento explícito de Deus e se esforçam, não sem o auxílio da graça, por levar uma vida reta. Tudo o que de bom e verdadeiro neles há é considerado pela Igreja como preparação para receberem o Evangelho, dado por Aquele que ilumina todos os homens, para que possuam finalmente a vida.

"Onde há vontade, há um Caminho"

terça-feira, 22 de maio de 2018

«Quem quiser ser o primeiro será o último de todos»




São Gregório de Nazianzo (330-390), bispo, doutor da Igreja
Homilia para a festa da Páscoa; PG 36, 624

Há quem se deixe abater pela dúvida ao ver no corpo de Cristo os estigmas da Paixão, e se pergunte: «Quem é este rei glorioso?» (Sl 23, 8) Responde-lhes que é o Cristo, «forte e poderoso» (v. 8) em tudo quanto fez e continua a fazer. [...] Faz-lhes ver a beleza da túnica envergada pelo corpo sofredor de Cristo, embelezado pela Paixão e transfigurado pelo brilho da divindade, essa túnica de glória que foi o objeto mais belo e mais digno de ser amado neste mundo. [...] Ele será pequeno pelo facto de Se ter feito humilde por tua causa? Será desprezível pelo facto de, Bom Pastor que dá a vida pelo seu rebanho (Jo 10,11), ter ido à procura da ovelha perdida e, depois de a encontrar, a ter posto aos ombros, que por ela carregaram com a cruz, e a ter contado de novo entre o número das ovelhas fiéis que permaneceram dentro do aprisco (Lc 15,4s)? Parece-te menos grandioso por Se ter cingido com uma toalha para lavar os pés aos discípulos, mostrando-lhes assim que o meio mais seguro de a pessoa se elevar é humilhando-se (Jo 13,4; Mt 23,12)? Porque, inclinando a alma para a terra, Se abaixa a fim de elevar consigo aqueles que viviam abatidos sob o peso do pecado? Censuras-Lhe o facto de ter comido com os publicanos e os pecadores, para salvação deles (Mt 9,10)?

Ele conheceu a fadiga, a fome, a sede, a angústia e as lágrimas, seguindo a lei da nossa natureza humana. Como Deus, porém, o que Lhe falta fazer? [...] Precisávamos de um Deus feito homem, tornado mortal, para podermos viver. Partilhámos a sua morte, que nos purifica; pela sua morte, Ele deu-nos a partilhar a sua ressurreição; pela sua ressurreição, deu-nos a partilhar a sua glória.
 
"Onde há vontade, há um Caminho"