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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Aprenda a rezar o terço da misericórdia


Pai-Nosso...
Ave-Maria...
Creio...
Nas contas do Pai-Nosso, reza-se:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro.
Nas contas das Ave-Marias, reza-se:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. (10 vezes)
Ao final do terço, reza-se:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.
Este terço foi ensinado durante uma visão que Irmã Faustina teve em 13 de setembro de 1935:
"Eu vi um anjo, o executor da cólera de Deus... a ponto de atingir a terra ... Eu comecei a implorar intensamente a Deus pelo mundo, com palavras que ouvia interiormente. À medida em que assim rezava, vi que o anjo ficava desamparado, e não mais podia executar a justa punição..."
No dia seguinte, uma voz interior lhe ensinou essa oração nas contas do rosário.
Mais tarde, Jesus disse a Irmã Faustina:
"Pela recitação desse Terço agrada-me dar tudo que Me pedem. Quando o recitarem os pecadores empedernidos, encherei suas almas de paz, e a hora da morte deles será feliz. Escreve isto para as almas atribuladas: Quando a alma vê e reconhece a gravidade dos seus pecados, quando se desvenda diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não desespere, mas se lance com confiança nos braços da minha Misericórdia, como uma criança nos braços da mãe querida. Estas almas têm sobre meu Coração misericordioso um direito de precedência. Dize que nenhuma alma que tenha recorrido a minha Misericórdia se decepcionou nem experimentou vexame..."
"....Quando rezarem este Terço junto aos agonizantes, Eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso".

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O Santo Padre Bento XVI, pediu aos Bispos e todo o Clero, que a oração do Credo seja rezada até mesmo nas Missas Comuns. Pedindo por um mundo De Fé e Paz!

ORAÇÃO DO CREDO
Creio em um só Deus
Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra
de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigênito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos;
Deus de Deus,
Luz da Luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro;
gerado, não criado,
consubstancial ao Pai.
Por ele todas as coisas foram feitas.
E por nós, homens, e para nossa
salvação, desceu dos céus
e se encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria,
e se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob
Pôncio Pilatos;
padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as Escrituras,
e subiu aos céus,
onde está sentado à direita do Pai.
E de novo há de vir, em sua glória,
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo,
Senhor que dá a vida,
e procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho
é adorado e glorificado:
Ele falou pelos profetas.
Creio na Igreja,
una, santa, católica e apóstolica.
Professo um só batismo
para a remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos
e vida do mundo que há de vir.
Amém.

 


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

São Paulo O Apóstolo do Amor


1.Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.2.Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.3.Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!4.A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante.5.Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.6.Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade.7.Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.8.A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. 9.A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. 10.Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. 11.Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança. 12.Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido.13.Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade.

Oração do Dia


Apressai-vos, e não tardeis, Senhor Jesus, para que a vossa chegada renove as forças dos que confiam em vosso amor. Vós, que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo.
1ª LEITURA
Leitura do Segundo Livro de Samuel
1Tendo-se o rei Davi instalado já em sua casa e tendo-lhe o Senhor dado a paz, livrando-o de todos os seus inimigos, 2ele disse ao profeta Natã: "Vê: eu resido num palácio de cedro, e a arca de Deus está alojada numa tenda!" 3Natã respondeu ao rei: "Vai e faze tudo o que diz o teu coração, pois o Senhor está contigo". 4Mas, naquela mesma noite, a palavra do Senhor foi dirigida a Natã nestes termos: 5"Vai dizer ao meu servo Davi: Assim fala o Senhor: 'Porventura és tu que me construirás uma casa para eu habitar? 8bFui eu que te tirei do pastoreio, do meio das ovelhas, para que fosses o chefe do meu povo, Israel. 9Estive contigo em toda a parte por onde andaste, e exterminei diante de ti todos os teus inimigos, fazendo o teu nome tão célebre como o dos homens mais famosos da terra. 10Vou preparar um lugar para o meu povo, Israel: eu o implantarei, de modo que possa morar lá sem jamais ser inquietado. Os homens violentos não tornarão a oprimi-lo como outrora, 11no tempo em que eu estabelecia juízes sobre o meu povo, Israel. Concedo-te uma vida tranqüila, livrando-te de todos os teus inimigos. E o Senhor te anuncia que te fará uma casa. 12Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então, suscitarei, depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza. 14aEu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. 16Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre”
SALMO DE RESPOSTA
— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor!
— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor!

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! /Porque dissestes: "O amor é garantido para sempre!" E a vossa lealdade é tão firme como os céus.
— "Eu firmei uma aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor. /Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!"
— Ele, então, me invocará: "Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu rochedo onde encontro a salvação!" /Guardarei eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha aliança indissolúvel.
EVANGELHO
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas
Naquele tempo, 67Zacarias, o pai de João, repleto do Espírito Santo, profetizou, dizendo: 68"Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, 69que fez aparecer para nós uma força de salvação na casa de seu servo Davi, 70como tinha prometido desde outrora, pela boca de seus santos profetas, 71para nos salvar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam. 72Ele usou de misericórdia para com nossos pais, recordando-se de sua santa aliança 73e do juramento que fez a nosso pai Abraão, para conceder-nos, 74que, sem temor e libertos das mãos dos inimigos, nós o sirvamos, 75com santidade e justiça, em sua presença, todos os nossos dias.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A Bíblia e os sinais da Parusia



A Parusia, verdade de fé
Nosso Senhor Jesus Cristo voltará. Anunciaram-no os anjos no próprio dia da Ascensão: “Este Jesus que, separando-se de vós, foi arrebatado ao céu, virá do mesmo modo que o vistes ir para o céu”. À diferença de sua primeira vinda, humilde e desconhecida, a segunda vinda do Verbo Incarnado será solene e gloriosa. Virá “na glória de seu Pai com os santos anjos”, “com todos os seus santos” , “com grande poder e majestade”, “em uma chama de fogo”, “no trono da sua majestade”. Também se sabe que “aparecerá o sinal do Filho do Homem no céu”, em que a maioria dos Padres da Igreja vê a Cruz, cuja imagem gloriosa se formará no céu.
O tempo da Parusia
Embora a segunda vinda do Messias seja dogma de fé, o momento de sua realização é muito menos evidente, para não dizer incognoscível. Várias passagens da Sagrada Escritura dissuadem quem queira determiná-lo: “Mas, quanto àquele dia e àquela hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas só o Pai”. Será um acontecimento súbito e imprevisível: “Assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem”; “como um ladrão virá o dia do Senhor”. Por isso Nosso Senhor Jesus Cristo convida todos os homens, presentes e futuros, à vigilância: “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora virá o vosso Senhor. Mas sabei que, se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria sem dúvida, e não deixaria minar a sua casa. Por isso estai vós também preparados, porque não sabeis a que hora virá o Filho do Homem”. O próprio Santo Tomás, doutor comum da Igreja, não deixa lugar a dúvida quando fala do tempo do juízo final: “Como diz Santo Agostinho, não se pode determinar o tempo que falta [antes do juízo], quanto ao mês, ano, século ou milênio”.
Portanto, não será supérfluo, e inclusive contra a vontade divina, discorrer sobre os possíveis sinais da Parusia? Poderia ser assim, se a própria Sagrada Escritura não nos proporcionasse certos sinais, por onde se pode conjeturar de algum modo a maior ou menor proximidade do desenlace final. Por conseguinte, não nos é proibido examinar esses sinais, porém, é preciso ter em conta que são muito vagos e abstratos, e prestam-se a grandes confusões, sobretudo pelo caráter evidentemente metafórico e ponderativo de muitos deles.
Reunamos, pois, esses sinais, guardando-nos bastante de chegar a conclusões demasiado concretas e simplistas, recordando estas palavras do Padre Antônio Royo Marín: “A única coisa certa nesta matéria tão difícil e obscura é que ninguém absolutamente sabe nada: é um mistério de Deus”.

Os principais sinais precursores do fim do mundo
1. A pregação do Evangelho em todo o mundo.
Anunciou-o o próprio Jesus Cristo ao dizer a seus Apóstolos: “Será pregado este Evangelho do reino por todo o mundo, em testemunho a todas as gentes; e então chegará o fim”. E também: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura”. E em outro lugar: “Me sereis testemunhas em Jerusalém, e em toda a Judéia, e na Samaria, e até às extremidades da terra”. O que se não deve entender no sentido de que todos os povos se converterão ao cristianismo, senão unicamente que o Evangelho se propagará suficientemente por todas as regiões do mundo, de maneira que todos os homens que queiram possam converter-se a ele. Tampouco se pode dizer que o fim do mundo virá imediatamente depois que o Evangelho haja chegado aos confins da terra, mas apenas que não sobrevirá antes disso.
2. A apostasia universal da fé cristã.
Anunciou-o Nosso Senhor Jesus Cristo e repetiu-o São Paulo: “E levantar-se-ão muitos falsos profetas, e seduzirão muitos. E, por causa de se multiplicar a iniqüidade, se resfriará a caridade de muitos”. “Mas, quando vier o Filho do homem, julgais vós que encontrará fé sobre a terra?”. “Ninguém de modo algum vos engane: porque isto não será sem que antes venha a apostasia quase geral dos fiéis, e sem que tenha aparecido o homem do pecado, o filho da perdição”. Essa apostasia da fé não será total e absoluta em todo o gênero humano, já que a Igreja não pode perecer. Contudo, é difícil precisar seu verdadeiro alcance e significação. Alguns teólogos interpretam-na no sentido de que a maioria das nações e povos, como sociedades políticas, renunciarão ao cristianismo, de forma que os princípios, leis, escolas, organização familiar e, em geral, toda a vida pública, serão contrários às normas da fé.
Ao mesmo tempo, a vida individual da maior parte dos homens será levada por vias contrárias ao cristianismo, conquanto nunca faltarão de todo almas sinceras que conservarão sem mácula o espírito cristão até o fim dos séculos. Essa perda generalizada da fé será, então, a preparação e a obra da vinda do Anticristo.
3. A conversão dos judeus.
Em contraste com essa apostasia quase geral verificar-se-á a conversão de Israel anunciada por São Paulo: “Eu não quero, irmãos, que vós ignoreis este mistério, isto é que uma parte de Israel caiu na cegueira até que tenha entrado na Igreja a plenitude dos Gentios, e assim todo o Israel se salve, como está escrito: Virá de Sião o libertador, e afastará a impiedade de Jacó”. Também  profetizou-a Oséias: “Os filhos de Israel estarão durante muitos dias sem rei e sem príncipe, sem sacrifício e sem altar (...); e, depois disto, os filhos de Israel voltarão, e buscarão o Senhor seu Deus, e Davi, seu rei; e, no fim dos tempos, olharão com respeitoso temor para o Senhor e para os bens que ele lhes terá feito”. Quando se realizará essa volta de Israel à verdadeira fé, em que medida e proporção e com quais manifestações externas? Eis outros tantos mistérios que absolutamente ninguém pode aclarar.
4. A vinda do Anticristo
A palavra “Anticristo”tem duas acepções distintas na Sagrada Escritura. Pode designar qualquer manifestação do espírito anticristão, adverso a Nosso Senhor Jesus Cristo: o pecado, a heresia, perseguição etc. Neste sentido fala São João quando diz: “Já agora há muitos Anticristos”. Mas, em seu sentido próprio, a palavra “Anticristo” designa uma pessoa sumamente inimiga de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Igreja, que aparecerá ao fim do mundo. 
Segundo esta acepção, falam os apóstolos São João e São Paulo nos textos seguintes: “Ouvistes dizer que o Anticristo vem (...) Este é um Anticristo, que nega o Pai e o Filho”, “Ninguém de modo algum vos engane: porque isto não será sem que antes venha a apostasia quase geral dos fiéis, e sem que tenha aparecido o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se oporá a Deus, e se elevará sobre tudo o que se chama Deus, ou que é adorado, de sorte que se sentará no templo de Deus, apresentando-se como se fosse Deus. (...). E vós agora sabeis o que é que o retém, a fim de que seja manifestado a seu tempo. Porque o mistério da iniqüidade já se opera, somente que aquele que agora o retém, retenha-o até que seja tirado do meio. E então se manifestará esse iníquo (a quem o Senhor Jesus matará com o sopro da sua boca, e destruirá com o resplendor da sua vinda); a vinda dele é por obra de Satanás com todo o poder e com sinais e prodígios mentirosos, e com todas as seduções da iniqüidade para aqueles que se perdem, porque por sua culpa não abraçaram o amor da verdade para serem salvos”.
Destas e de outras citações, interpretadas à luz dos comentários dos Padres e teólogos da Igreja, pode chegar-se às seguintes conclusões:
a) O Anticristo virá nos últimos tempos, antes da Parusia.
b) Será uma pessoa real, não um demônio incarnado ou um homem aparente.
c) Será um indivíduo (o homem de iniquidade, o filho de perdição”) e não uma coletividade ou série de pessoas, apesar de que terá muitos seguidores.
d) Seduzirá muitos por sua pregação, prodígios e mentiras.
e) Será morto pelo “sopro da boca” de Nosso Senhor Jesus Cristo.
f) Sua vinda postergar-se-á até que desapareça um misterioso obstáculo que o detém.
Fora dessas conclusões, não se pode saber nada com certeza a respeito do Anticristo e do tempo de sua vinda.

5. A aparição de Elias e Enoque. 
“É outro sinal misterioso, que só de uma maneira muito confusa pode apoiar-se sobre a Sagrada Escritura”. A respeito de Elias, a Sagrada Escritura diz o seguinte: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o dia grande e horrível do Senhor. E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para não suceder que venha e fira a terra com anátema”. E em outro lugar: “Tu [Elias], de quem está escrito que no tempo dos julgamentos virás para abrandar a ira do Senhor, para reconciliar o coração dos pais com os filhos, e para restabelecer as tribos de Jacó”. Também, ao descer do monte Tabor no dia da Transfiguração: “E os dicípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem, pois, os escribas que Elias deve vir primeiro? E ele, respondendo, disse-lhes: Elias certamente há de vir, e restabelecerá todas as coisas”.
De Enoque diz a Sagrada Escritura: “E [Henoc] andou com Deus e desapareceu, porque Deus o levou”. E no livro do Eclesiástico: “Henoc agradou a Deus, e foi transportado ao paraíso, para exortar no fim do mundo as nações à penitência”. E o próprio São Paulo diz: “Pela fé foi arrebatado Henoc deste mundo, para que não visse a morte, e não foi encontrado, visto que Deus o arrebatou”. Muitos Santos Padres – entre os quais se contam São Jerônimo e Santo Agostinho – aplicam a Elias e Enoque o misterioso episódio das duas testemunhas que lutarão contra o Anticristo e serão mortos, para depois ressuscitar gloriosamente: “E darei às minhas duas testemunhas o poder de profetizar, revestidas de saco, durante mil, duzentos e sessenta dias. (...). E, depois que tiverem acabado de dar o seu testemunho, a fera, que sobe do abismo, fará guerra contra eles, e vencê-los-á, e matá-los-á”. Todavia, outros Padres e expositores sagrados dão outras interpretações muito diversas, pelo que é forçoso concluir que nada absolutamente se pode afirmar sobre esse particular. 

6. Grandes calamidades naturais e públicas.
Nosso Senhor fala de guerras e catástrofes: “Ouvireis falar de guerras e de rumores de guerras. Olhai, não vos turbeis; porque importa que estas coisas aconteçam, mas não é ainda o fim. Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá pestilências, e fomes, e terremotos em diversos lugares. E todas estas coisas são o princípio das dores”. Alude também a fenômenos no céu: “E, logo depois da tribulação daqueles dias, escurecer-se-á o sol, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potestades dos céus serão abaladas. E então aparecerá o sinal do Filho do homem no céu”. Em outro lugar indica “E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas, e na terra consternação dos povos pela confusão do bramido do mar e das ondas”, recordando assim as palavras do profeta Joel: “E farei aparecer prodígios no céu e na terra, sangue e fogo, e turbilhões de fumo. O sol converter-se-á em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor”.
Porém, os Santos Padres e exegetas concordam todos em dizer que a interpretação dessas palavras está cheia de dificuldade e mistérios. Escutemos a Santo Tomás: “Quais são esses sinais, não é fácil saber. Porque os sinais que lemos no Evangelho, como diz Santo Agostinho, não pertencem unicamente à vinda de Cristo para o juízo, mas também ao tempo da destruição de Jerusalém, e ao advento com que Cristo visita continuamente sua Igreja. De tal modo que, se se adverte cuidadosamente, nenhum deles se pode ter como pertencente ao futuro advento, como diz Ele mesmo; porque os sinais que se listam no Evangelho, como guerras, terrores e coisas semelhantes, já existiram desde o princípio do gênero humano; a não ser que se diga que então se agravarão mais e mais. Entretanto, até que ponto seu crescimento anuncia a proximidade de sua vinda, é coisa completamente incerta”.  

Já chegou o fim do mundo?
Tratemos de aplicar o dito, na medida em que possamos, à situação do mundo de hoje. Parece claro que já se pregou o Evangelho no mundo inteiro, especialmente com os meios de comunicação atuais, através dos quais se pode chegar a informar-se desde qualquer lugar do orbe. Tampouco se pode negar que a apostasia geral da fé cristã é uma realidade, tanto no nível das sociedades como dos indivíduos. Já não existem países católicos e poucos são os que continuam professando a fé católica em sua integralidade.
Os próprios homens da Igreja, inspirados por um espírito neomodernista, fizeram-se colaboradores de uma “apostasia silenciosa”, reconhecida pelo próprio João Paulo II.
Quanto aos quatro outros sinais da Parusia, por outro lado, não se pode afirmar que já se cumpriram, embora pareça indiscutível que os tempos atuais são propícios para a vinda do Anticristo. Portanto, ainda em nossos dias, se verifica o que Nosso Senhor dizia a seus Apóstolos: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora”. 
Como esperar o fim do mundo?
A modo de conclusão citemos uma palavras de São Paulo aos Tessalonicenses. Convencidos falsamente da iminência da Parusia, os habitantes de Tessalônica estavam cheios de terror e abatimento. Ao invés de estimulá-los ao bem, o pensamento do fim do mundo turbava-os e paralisava sua vida espiritual. Alguns descuidavam de seu dever de estado, deixavam levar-se pela indiferença, com a mesma apatia com a que o condenado à morte espera, desconsolado, sua degolação. São Paulo escreveu sua segunda Epístola aos Tessalonicenses para lutar contra esse espírito destrutivo que leva ao desânimo: “Ouvimos dizer que alguns entre vós andam inquietos, nada fazendo, mas ocupando-se em coisas vãs”. “Permanecei, pois, constantes, irmãos, e conservai as tradições que aprendestes”. “E o mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo (...) console os vossos corações, e os confirme em toda a boa obra e palavra”. “O Senhor, pois, dirija os vossos corações no amor de Deus, e na paciência de Cristo”. “Não vos canseis nunca de fazer bem”. Atualmente, continua existindo a mesma tentação. Ao ver que se cumpriram alguns sinais da Parusia, poderíamos adotar uma atitude passiva, desesperada, nessa crise que sacode a Igreja, pensando mais ou menos conscientemente: “Salvemos o que possamos salvar. Salvemos nossas almas, nossas famílias. Já é muito. Mas não busquemos mais. Não busquemos restabelecer o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo nem a Cristandade. Tampouco faz falta manter contato com as autoridade romanas imbuídas de modernismo, para tratar de mostrar-lhes os erros que corroem a Igreja desde o Concílio Vaticano II. Não vale a pena, porque já está predito: a situação não vai mudar. É a grande apostasia profetizada pela Sagrada Escritura. Acerca-se o fim do mundo”.
Pensar dessa maneira, seria esquecer que não temos ainda nenhuma certeza a respeito da iminência da Parusia. Seria “cansarmo-nos de fazer o bem”, o contrário do que nos pede São Paulo. A um soldado pede-se-lhe que lute por seu rei até a morte. O mesmo, com fervor e ânimo ainda maiores, se exige do católico, que pela confirmação foi feito soldado do Rei eterno. Não é tempo de se baixarem os braços. Confiemos na graça, e quando sejamos presa da tentação do desânimo ao ver a amplitude e dificuldade da obra, recordemos que, pela ajuda divina, David venceu Golias, e digamos com Santa Joana D'arc: “Lutemos, e Deus dará a vitória!”
Revista Iesus Christus no. 127. Título original: "Ya Llegó el fin del mundo? La Biblia y los signos de la Parusia". Tradução: Permanência



sábado, 13 de outubro de 2012

Fisionomia de Nosso Senhor Jesus Cristo


Já vimos, a última vez: a elevação de seu espírito e a fecundidade de suas palavras. É um reflexo luminoso da sua divindade, porém há outros reflexos não menos luminosos que devemos conhecer, e entre eles os que vamos medita hoje, a saber:

1. O amor de seu Coração.
2. A força da sua vontade
.

O homem, de fato, é uma inteligência, um coração e uma vontade; são as três faculdade da nossa alma; e são as três faculdades que nos manifestam claramente a alma de Jesus.

I. O amor de seu Coração

O homem ama, porém, ama pouco, e ama a poucos.

Todos os homens sentem esta triste chaga no coração, de não poderem sofrer muito tempo para aqueles que amam.

Há apenas uma exceção: é o coração de Jesus Cristo.

Ele ama e ele dá tudo.

E, como não há maior prova de amor do que dar a própria vida para os que se amam, desde o primeiro até ao último instante da sua vida, Jesus Cristo aspira ao sacrifício.

A sua hora, como ele diz, a que espera com impaciência, é a hora em que poderá enfim, no Calvário, elevar as suas dores até à altura de seu amor.

E não somente os homens amam pouco, mas amam poucas pessoas.

O homem sente que o seu amor é pequeno, tem receio de derramá-lo sobre os outros. Ele elege um pequeno número de escolhidos, faz-se um ninho onde coloca as pessoas que lhe são mais queridas: um pai, uma mãe, a esposa, os filhos e uns raros amigos.

O homem sente que tem apenas umas gotas de amor... e que espargindo-as não lhe sobrará bastante para os que mais estima.

Como o coração de Jesus é diferente do nosso! Ele ama todos os homens... e os ama com o mesmo ardor.

Os pequenos, os grandes, os pobres, os ricos, os justos, os pecadores, os banidos da sociedade, Ele não exclui ninguém.

Percorramos o Evangelho e procuremos quem Ele excluiu de seu amor.

Qual foi o ser bastante manchado para este coração tão puro... ou bastante vulgar para este coração tão nobre... ou demais grande para este coração humilde... ou demais pequenino para este coração sublime?...

E notemos que este coração tão terno e tão imenso é de uma pureza que não podemos chamarangelical; é pouco demais, pois é divino.

Ele vive no meio do mundo... senta-se à mesa dos pecadores... vê a seus pés todas as fraquezas... e nunca, nem sequer a sombra de um dúvida que surge numa consciência honesta, nem a sombra de um ultraje toca os seus lábios.

Os ímpios atacaram tudo na vida de Jesus Cristo, exceto a pureza deste ser celestial.

E este coração tão divinamente puro possui uma auréola única neste mundo, a de ter formado pelo seu contato e o seu exemplo uma legião de corações virginais, amantes e puros como Ele.

Oh! Só Deus pode realizar tais fenômenos. Jesus Cristo é, pois, Deus.

II. A força da sua vontade

A vontade é a terceira irradiação da nossa alma; vontade que se concentra na força.

Esta força é incomparável em Jesus Cristo e n’Ele reveste todas as modalidades da vida.

É a força modesta no triunfo, no meio do entusiasmo das multidões.
É a força paciente diante da ignorância e teimosia dos seus discípulos.
É a torça misericordiosa diante da hipocrisia e da perversidade dos fariseus.
É a força serena e radiante em face das injúrias, das bofetadas, dos escarros, dos açoites.
É a força resignada na agonia, no meio dos mais atrozes desfalecimentos da natureza humana.

Eis já o que é divinamente grande e o que há de mais belo na ordem da força; entretanto não é tudo.

A última palavra da força de Jesus Cristo é o modo com que levantou o mundo conforme a sua expressão: Omnia traham ad meipsum. Arquimedes dizia: dai-me um ponto de apoio e eu levantarei o mundo. Jesus Cristo levantou o mundo sem ponto de apoio. Tomou doze operários pobres, grosseiros, sem gênio; e fez o que é mais difícil que levantar o mundo: mudou-os, transformou-os.

E para que o fato fosse mais incontestável, não o fez quando vivo, mas depois que se deixou pregar e morrer num patíbulo...

Morreu abandonado numa cruz e na hora em que a sua obra parecia aniquilada com Ele, Ele prova a sua força divina com maravilhas de além túmulo.

A impiedade julgou-O sepultado para sempre sob a pedra e sob o esquecimento e eis que de repente reaparece a sua obra, repleta de vida infinita e de eterna fecundidade.

Tudo isso é mais do que humano, é divino... e deve-se concluir que aquele que perpetra tais obras, é verdadeiramente Deus.

III. Conclusão

Como conclusão e para completar a bela e suave fisionomia de Jesus, digamos que esta beleza da inteligência, esta bondade do coração e esta força da vontade, encontram-se n’Ele numa harmonia, num equilíbrio perfeitos.

Não se encontra nenhuma lacuna, nenhum desfalecimento, nenhuma mancha, nem tão pouco se encontra n’Ele qualquer excesso ou qualquer esforço.

Cada faculdade atinge o grau máximo da sua intensidade; porém nenhuma eclipsa ou diminui as outras. São harmoniosamente unidas, ao ponto de constituir o que é o traço divinamente belo da vida de Jesus: grandeza tranquila, doce simplicidade, paz sublime.

Jesus Cristo é o homem ideal em sua natureza humana: Ele é o Deus sublime em sua natureza divina.

E estas duas naturezas: a divina e a humana estão reunidas numa harmonia perfeita, numa única pessoa: a pessoa divina do Verbo Eterno, Filho de Deus e Filho do homem.

Todos nós somos um filho de um homem; Jesus Cristo é o filho do homem, no sentido absoluto. O Filho de Deus feito homem no seio da Virgem Imaculada.

EXEMPLO

A fisionomia de Jesus Cristo

O Cavalheiro de Beauterno, reproduzindo os sentimentos de Napoleão, nos deixou esta página de uma fé admirável e de uma expressão tão veemente que se sente nela a pata do leão de Sant' Helena: o grande Napoleão:

“Não haveria Deus no céu se um homem fosse capaz de conceber e de executar, com pleno êxito, o plano gigantesco de fazer-se adorar pelo mundo inteiro, usurpando o nome de Deus!

Jesus é o único que tem tido tal ousadia! Jesus é o único que disse claramente: Eu sou Deus!

A história não menciona nenhum outro que se tenha intitulado Deus, no sentido absoluto desta palavra.

As fábulas nunca contaram que Júpiter ou outros deuses do Olimpo se tenham denominado a si próprios, o que aliás teria sido da parte deles um cúmulo de orgulho, uma monstruosidade e uma extravagância absurda.

São os homens que os deificaram.

Alexandre pôde chamar-se: filho de Júpiter, porém, a Grécia inteira zombava dele por tal embuste. Nem sequer a apoteose dos imperadores romanos foi tomada a sério pelos romanos.

Maomé e Confúcio deram-se simplesmente como agentes da divindade; a deusa Egéria de Numa Pompilio nunca passou de uma inspiração haurida na solidão da floresta; os deuses de Brahma, da Índia, são uma simples invenção psicológica.

Como é, pois, possível que um judeu, cuja existência histórica está mais averiguada do que todas aquelas de seu tempo, ele só, filho de um carpinteiro, se tenha apresentado como Deus, como o Ser por excelência e o Criador do mundo?

Ele pede a adoração das criaturas; e por um prodígio que ultrapassa todos os prodígios, Jesus exige o amor dos homens, isto é: aquilo que há de mais difícil de obter, o que um sábio pede em vão a seus amigos... um pai a seus filhos... uma esposa a seu marido... um irmão a seus irmãos... numa palavra: o coração. Ele exige absolutamente este coração e o obtém imediatamente.

Concluo que ele é Deus!

Alexandre, César, Aníbal, Luiz XIV, com todo o seu gênio malograram-se nesta empresa; conquistaram o mundo, mas não alcançaram nenhum amigo sequer!

Talvez seja eu hoje o único a amar a César, Aníbal, Alexandre.

O grande Luiz XIV, que tanto esplendor espargiu sobre a França e sobre o mundo, não tinha nem um amigo em seu reino inteiro, nem sequer em sua família.

Apenas havia exalado o último suspiro, foi deixado no isolamento de seu quarto de Versailles, abandonado pelos seus cortesões e talvez até sendo escarnecido. Não era mais o seu mestre... era um cadáver, um esquife, um túmulo e o horror de uma iminente decomposição.

Eu mesmo tenho apaixonado as multidões, que se deixavam massacrar para mim... A minha presença, a eletricidade de meu olhar, de meu acento, minha palavra ascendia neles o fogo do entusiasmo e agora que estou aqui, só, desterrado sobre este rochedo, quem luta e quem conquista impérios para mim?

Onde estão os cortesões de meu infortúnio?

Quem pensa em mim? Quem se agita por mim na Europa? Quem me ficou amigo fiel?

Onde estão os meus amigos?

Sim, dois ou três, que a vossa fidelidade imortaliza, vos partilhais e consolais o meu exílio.

Assassinado pelo revez das armas, morro aqui, antes do tempo e o meu cadáver será restituído à terra para ser o pasto dos vermes!...

Eis o próximo destino do grande Napoleão! Que abismo profundo sobre a minha miséria, o meu abandono e o reino eterno de Jesus Cristo, pregado há já 18 séculos, amado, adorado, invocado e cada dia vivo sobre os altares e em todas as partes do mundo... Será isso morrer? Não é antes viver? Eis a morte de Cristo, eis a vida de um Deus... Concluo que Jesus Cristo não é simplesmente homem, ele é Deus verdadeiro!”

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ex-trabalhadores da indústria do aborto narram sua conversão à causa pró-vida

Washington DC, 04 de outubro de 2012 (ACIDIGITAL) - Em uma recente conferencia em Illinois (Estados Unidos), antigos trabalhadores da indústria do aborto recordaram como era seu trabalho, com o qual pensavam estar ajudando às mulheres, e logo como se converteram à causa pró-vida.

"Queríamos entender melhor a mente das pessoas que trabalham na indústria do aborto", disse a organizadora da conferência, Ann Scheidler, vice-presidente da Liga de Ação Pró-vida.

Em diálogo com o grupo ACI, Scheidler disse que o propósito da conferência "Convertido: De provedor de abortos a ativista pró-vida" foi escutar o que antigos trabalhadores abortistas tinham a dizer sobre por que entraram na indústria do aborto e o que os levou a abandoná-la.

Enquanto que os médicos abortistas e trabalhadores das clínicas são às vezes vistos pelos pró-vida como pessoas sem coração, em realidade alguns são "pessoas extremamente compassivas", que são mal aconselhadas e acreditam que "estão ajudando às mulheres", explicou.

"É muito bom para nós entender de onde vêm estas pessoas", disse Scheidler.

A conferência, realizada em 22 de setembro, aconteceu no Hotel Crowne Plaza Ou'Hare, e apresentou a oito antigos trabalhadores abortistas, que contaram suas histórias de conversão.

Scheidler disse que cada um deles tinha uma história diferente, mas compartilhavam a experiência comum de dar-se conta de que o aborto "não era o que pensavam".

A decisão de deixar a indústria do aborto pode ser "difícil", indicou. Frequentemente eles se dão conta de que "todos os que conhecem são pró-aborto", assim, deixar o trabalho significa encontrar uma comunidade inteiramente nova.

"Isso é pedir muito", disse. "É algo difícil de fazer".

Enquanto que a carência de recursos fazia com que fosse especialmente difícil abandonar este trabalho no passado, um novo ministério começado pela ex-diretora do Planned Parenthood, Abby Johnson, está ajudando àqueles que desejam abandonar a indústria abortista.

Um dos participantes, o Dr. John Bruchalski, atualmente líder pró-vida no norte do estado da Virginia, realizava abortos em seus primeiros dois anos de residência.

Apesar de ter crescido em uma família católica, perdeu a fé entre as décadas de 1970 e 1980. Ao querer ser um "grande" doutor, pensou que precisava fazer abortos, acreditando que assim estava ajudando às mulheres a serem "mais felizes" e "mais saudáveis".

Bruchalski disse ao grupo ACI que foi uma combinação de fatores o que mudou sua forma de pensar. Parte disso foi a experiência de realizar abortos.

"Quando você faz o procedimento, começa a matar a outro ser humano de perto", disse, descrevendo a experiência de ver "a vida deles dessangrando", desde alguns centímetros de distância.

"A realidade vai através da sua mão e dentro do seu coração", disse.

Realizar abortos, assinalou, "endurece cada vez mais o coração" porque continuamente você precisa justificar a si mesmo seus atos, explicou.

Além disso, disse que cada vez há mais informação que mostra que os abortos e a anticoncepção não são saudáveis para as mulheres e que tem "muitos efeitos colaterais significativos", tanto físicos como psicológicos.

Algo que também ajudou para sua conversão foi a relação com um neonatólogo que trabalhava com ele que o desafiou a repensar suas ideias.

Finalmente, disse que experimentou uma renovação espiritual depois de participar de duas peregrinações.

"Todas essas peças se juntaram em 1989", disse, explicando que teve que "ajustar meu coração e toda minha perspectiva".

Agora ele trata de compartilhar seu testemunho com outros, ajudando-lhes a ver a realidade do aborto. Em 1994, encontrou o Centro de Família Tepeyac, um centro pró-vida na Virginia.

"Se é tão bom, por que tão poucos médicos realizam abortos?", pergunta Bruchalski a seus estudantes de medicina quando dá palestras.

Bruchalski disse que ele conhece outros antigos médicos abortistas que se converteram e cada um tem uma história diferente. Ele acredita que Deus fala com cada pessoa a sua própria maneira.

"Ele me falou em minha linguagem, que intrinsecamente entendi", disse.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=24247