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sábado, 22 de junho de 2013

O incrível testemunho do Dr. Bernard Nathanson



O Dr. Bernard Nathanson, americano, chegou a ser considerado “o Rei do Aborto”. Praticou cinco mil abortamentos numa clínica que realizava 130 operações desse tipo por dia. Aos poucos foi concebendo o horror de suas práticas. De judeu ateu que era tornou-se católico, e foi batizado pelo Cardeal O’Connor, arcebispo de Nova Iorque, em 09/12/1996. É fascinante a sua história.
Ele mesmo escreveu: “Ninguém tem mais expe­riência de abortamentos do que eu”. Fundou em 1969 a Liga Nacional do Direito ao Aborto (NADAL), para fazer propaganda em favor da legalização oficial da interrupção da gravidez. Por meio da propaganda nos meios de comunicação social procurava influenciar a opinião pública.
“A partir de 1971 – escreve ele – dirigi a maior Clínica abortista do mundo. Tinha dez salas de operação e trinta e cinco médicos às minhas ordens. Realizávamos cento e trinta abortos por dia, mesmo aos domingos. Só não trabalhávamos no dia de Natal. Tenho de confessar que fo­ram praticados, às minhas ordens, sessenta mil abortos. Eu, pessoalmente, fiz uns cinco mil.”
Aos poucos, porém, o Rei do Aborto foi-se compenetrando da gra­vidade do que cometia; estava matando crianças inocentes. E foi-se eno­jando do seu trabalho.
Ao perceber a hediondez do aborto, Nathanson começou a questi­onar a sua própria vida. Pensou em suicidar-se não só por causa dos múltiplos crimes que cometera, mas também por causa de sua vida passada: teve três casamentos fracassados; não fora bom pai com seu filho José, que estava com trinta e um anos; havia feito o aborto até de um filho seu. Declarou ele: “Eu sentia como a carga do pecado se tornava mais pesada e angustiante”.
Até 1980 foi um judeu ateu. Em 1980 começou a voltar para Deus.
“Persistentemente, amorosamente, desinteressadamente rezavam por mim, e não tenho a menor dúvida de que tais orações foram atendidas. Pensando nas pessoas que o fizeram, muitas delas desconhecidas para mim, meus olhos enchem-se de lágrimas.”
Começou então Nathanson a ler os testemunhos de pessoas convertidas à fé católica. Leu e releu a biografia de Malcom Muggeridge, Walter Percy, Graham Greene, Simone Weil, Richard Gilman, Pascal, e Cardeal John Henry Newman.
Durante um ano assistiu aos Cursos de Ética no Instituto Kennedy, da Universidade de Georgetown, e começou a conversar com freqüência com o sacerdote John Mc Closkey do Opus Dei. Diz Nathanson:
“Ele soube que eu estava-me aproximando do Catolicismo. Procurou-me e pusemo-nos a conversar semanalmente. Veio à minha casa e trouxe-me material para ler. Guiou-me pelo caminho que me conduziu aonde estou agora. Devo a ele mais a qualquer pessoa.”
Finalmente aos 9/12/96 recebeu o Batismo das mãos do Sr. Arcebispo de Nova Iorque, Cardeal O’Connor, na catedral de São Patrício. Pouco depois, num dia de manhã, em Missa simples, da qual participaram cerca de vinte e cinco pessoas, o próprio Cardeal ministrou-lhe a Crisma e deu-lhe a Primeira Comunhão. Eis o depoimento do convertido:
“Quando aceitas Cristo, nada perdes. Eu continuo a ser judeu étnica e culturalmente. Orientando a minha vida para Cristo, não sinto sujeição a coisa alguma, nem a quero sentir. Havia convertido a minha vida num caos; ninguém podia ter procedido pior. Agora estou nas mãos de Deus.”
Com setenta e um anos de idade, Nathanson quer resgatar o tempo e compensar o mal que cometeu. Exerce suas funções de ginecologista em zonas pobres, dentro e fora dos Estados Unidos; percorre vários países como a Espanha e Portugal ensinando a respeitar a vida humana. Editou um vídeo em que mostra o feto a estremecer no seio materno por causa das dores que sente quando lhe aplicam o fórceps para extrair. Escreveu também alguns livros, entre os quais uma autobiografia intitulada “A Mão de Deus”. Nesse livro declara:
“Fracassei em três casamentos e tenho um filho que é ressentido e desconfiado, ainda que brilhante na ciência dos computadores. Tenho uma bagagem moral tão pesada que, se a levasse para o outro mundo, eu me condenaria por toda a eternidade, talvez de maneira mais aterradora do que aquela que o poeta Dante descreve na sua Divina Comédia.”
Termina seu livro autobiográfico sem jamais ter justificado o seu comportamento anterior e exprimindo confiança na misericórdia divina, no perdão de Deus e na salvação que vem de Jesus Cristo por intermédio da Igreja Católica:
“Alguém morreu por meus pecados e minha maldade há dois mil anos. O Deus do Novo Testamento surgiu diante de mim como uma figura amável, magnânima, incomparavelmente terna,em quem eu podia procurar e encontrar o perdão que tinha buscado tão desesperadamente durante tanto tempo.”
Antes de seu Batismo, dizia: “Ficarei livre do pecado. Pela primeira vez na vida, sentirei o refúgio e o calor da fé”. 

Assista ao vídeo: Aborto - O grito silencioso - Completo - dublado pt-br

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Pedra com suposta profecia de anjo Gabriel é centro de mostra em Israel


Uma pedra áspera, rachada, com 87 linhas escritas a tinta em hebraico antigo. Apenas metade é legível. Nas linhas 77, 80 e 82, o narrador se apresenta: "Eu sou Gabriel".
É uma das aparições mais antigas desse anjo, que tem papel-chave no judaísmo, no cristianismo e no islamismo, servindo de ponte entre as três religiões monoteístas.
No texto, Gabriel se dirige a um interlocutor, provavelmente um profeta ou um visionário, a quem o anjo faz sua revelação a respeito de um ataque a Jerusalém.
"É uma profecia escrita em pedra na época em que Jesus nasceu", afirma  o pesquisador Israel Knohl, da Universidade Hebraica de Jerusalém. Ele é um dos responsáveis pelo estudo do objeto conhecido como "A Revelação de Gabriel".
A pedra é o centro de uma recém-inaugurada exposição no Museu de Israel. O artefato é considerado o mais relevante no campo da teologia desde os manuscritos do mar Morto, encontrados em 1947.
Knohl é também o responsável pela interpretação --hoje contestada-- de que a "Revelação de Gabriel" registra uma ideia de ressurreição messiânica anterior à Bíblia.
Isso porque, na linha de número 80 da pedra, um trecho da fala de Gabriel está apagado. Knohl interpretou a passagem como dizendo que, após três dias, "você deverá viver". A tradução em exposição no Museu de Israel afirma apenas que "em três dias, o sinal será dado".
CAMINHO
Acredita-se que a "Revelação de Gabriel" tenha sido encontrada na margem leste do mar Morto em 2000 por beduínos, de onde iniciou sua jornada por vendedores de antiguidades até chegar às mãos do colecionador suíço-israelense David Jeselsohn. A análise mineral da pedra dá ênfase à teoria.
O artefato data dos anos ao redor do nascimento de Cristo. "Ele nos dá informações sobre esperanças e expectativas do povo naquele tempo", diz Knohl.
"A Revelação de Gabriel" está exposta no Museu de Israel ao lado de outros registros judaicos, além de textos cristãos e islâmicos. "Quisemos apresentar o papel mutável do anjo Gabriel por meio dos manuscritos", diz o curador Adolfo Roitman.
A disposição dos objetos lembra um monastério ou uma yeshivá (escola religiosa judaica). A luz fraca contribui para o clima introspectivo.
Os anjos são identificados, na tradição abraâmica (judaísmo, cristianismo, islamismo), como portadores de profecias e de segredos, conectando o humano, em meio a suas aflições, a Deus.
Na Bíblia judaica, o anjo Gabriel aparece no livro de Daniel. Ele também é mencionado nos textos dos manuscritos do mar Morto.
Na Bíblia cristã, ele é citado duas vezes em Lucas. Na segunda, anunciando a Maria o nascimento de Jesus.
No Alcorão, ele tem papel fundamental, pois é por meio de Gabriel (ou, em árabe, "Jibril") que Maomé recebe as palavras de seu livro sagrado.

terça-feira, 4 de junho de 2013

O Mais Belo por do Sol




Imaginemos um homem que no fim do dia contempla o sol espargindo seus raios de luz. Lentamente os reflexos do astro rei vão desaparecendo no horizonte, criando no céu uma feeria de cores. E ele, diante de tamanha maravilha, movido por um impulso de admiração exclama: "Oh! Como é belo o pôr-do-sol!"
Entretanto, este mesmo homem que tão espontaneamente exaltou a beleza do sol, se perguntássemos a ele o que é a beleza, bem poderíamos ouvir a seguinte resposta: "Eu não sei dizer, só sei que é belo, faça esta pergunta aos poetas".

E então, mesmo diante daquilo que os poetas disseram sobre a beleza não encontraríamos ainda os elementos necessários para a presente reflexão. Eles bem poderiam nos dizer: "É verdade que nós cantamos as maravilhas da natureza e proclamamos que todas as coisas são belas. Agora, dizer por que são belas, isto parece ser papel dos filósofos".

Com o intuito de obter uma resposta, acabamos por recorrer a alguns filósofos a fim de saber no que consiste propriamente a beleza. Fizemos a eles a mesma pergunta: O que é o belo? O primeiro filósofo interrogado foi Platão. Entretanto, o que ouvimos dele? Ouvimos este dizer que "o Belo é difícil". (em Hípias Maior).

Nesta sentença se patenteia o primeiro obstáculo do presente artigo, pois sempre se encontrou certa dificuldade em definir o que é o pulchrum. É fácil dizer que algo é belo, porém tal facilidade desaparece ao tentarmos responder à pergunta: Por que é belo?

Entretanto, se existe dificuldade de defini-lo, defender sua importância parece ser uma tarefa mais fácil. JOÃO PAULO II chegou a afirmar que "a beleza salvará o mundo" . Em outro trecho, o mesmo Papa também afirmou que "a beleza é a chave do mistério e apelo ao transcendente: É convite a saborear a vida e a sonhar o futuro. Por isso, a beleza das coisas criadas não pode saciar, e suscita aquela arcana saudade de Deus que um enamorado do belo, como Santo Agostinho, soube interpretar com expressões incomparáveis: ‘Tarde Vos amei, ó beleza antiga e tão nova, tarde Vos amei'". (JOÃO PAULO II, Carta aos Artistas, 04 de Abril de 1999).

O homem naturalmente procura ver em todas as coisas, aquilo que elas têm de verdadeiro, de bom e de belo. Por isso, cultivar e promover esta aptidão parece ser um instrumento poderoso para a recuperação dos valores transcendentais perdidos no relativismo e no hedonismo que pervadiram nosso tempo. Vejamos mais uma vez o que disse JOÃO PAULO II:

"Nem todos são chamados a ser artistas no sentido específico do termo. Mas, segundo a expressão do Gênesis, todo homem recebeu a tarefa de ser artífice da própria vida: de certa forma, deve fazer dela uma obra de arte, uma obra-prima [...]. Um conhecido poeta polonês, Cyprian Norwid, escreveu: "A beleza é para dar entusiasmo ao trabalho, o trabalho para ressurgir". O tema da beleza é qualificante, ao falar de arte. Esse tema apareceu já, quando sublinhei o olhar de complacência que Deus lançou sobre a criação. Ao pôr em relevo que tudo o que tinha criado era bom, Deus viu também que era belo. A confrontação entre o bom e o belo gera sugestivas reflexões". (ibidem).

De acordo com PERISSÉ (2007, p. 09) "contra a beleza não há argumentos". O mesmo autor também afirma que Aristóteles teria dito que sofremos muitas vezes da falta de experiência da beleza e que tal sentimento era definido pelo Estagirita como apeirokalia "A filocália, a arte, a beleza combatem o tédio da vida, decorrência emocional da falta de compreensão do mundo. Ensinam-nos a ver, mais ainda: a desvelar e a contemplar. Outra vez, Rodin: "A Beleza está em toda parte. Não é ela que falta aos nossos olhos, mas nossos olhos que falham ao não percebê-la. Privar-nos da beleza é um enterrar-se vivo. É negar nossa própria capacidade de transcendência e de encontro com o Todo..." (PERISSÉ, 2007, p.09).

FAITANIN (2007, p. 18) afirma que a maior parte da tradição filosófica encalçada sobretudo no ensino platônico e aristotélico, ensina-nos que o homem é passível de apreciar o que é belo mediante os sentidos. Esta mesma tradição adverte-nos que a razão contempla o belo, quando concebe a verdade do ser que considera.

"o estudo da beleza é o (estudo) do próprio ser, porque o belo é considerado como uma propriedade transcendental do ser, ou seja, como uma perfeição inseparável do ser. Ora, o ser é entendido como ato e belo como um grau de intensidade deste ato. Daí que se determina o grau de beleza, segundo a intensidade do ato de ser em algo. Por isso, nesta linha de pensamento, se exige investigar o belo como uma perfeição do ato de ser, porque toda e qualquer perfeição é alguma exigência do ato". (FAITANIN, 2007, p. 18).

CARLOS MAGNO citado por WEISS (1969, p. 779) tinha uma perfeita compreensão do que o pulchrum representa: "a religião é geralmente mãe das artes, e o belo é naturalmente irmão do verdadeiro e do bom. Quem uma vez compreende o belo, não cai facilmente em vícios vulgares".

CHATEAUBRIAND, ao falar do belo na arte cristã, afirma que São Basílio disse que os pintores "conseguem tanto com os seus quadros, como os oradores com a sua eloquência". Este autor também nos apresenta o seu pensamento sobre a gênese da arte, bem como sua relação com a beleza.

"Conta a Grécia que uma donzela, enxergando a sombra do seu amado sobre um muro, desenhou os contornos desta sombra. Deste modo, no pensar dos antigos, uma paixão volúvel produziu a arte das mais perfeitas ilusões. A escola cristã quis outro mestre: reconhece-o no Artista que, amassando entre as mãos um pouco de barro, proferiu estas palavras: façamos o homem à nossa semelhança. Logo, para nós, o primeiro traço de desenho existiu na ideia eterna de Deus, e a primeira estátua que o mundo viu foi essa famosa argila animada pelo sopro do Criador". (CHATEAUBRIAND. O Gênio do Cristianismo Volume II p. 08).

Por isso, hoje mais do que nunca, quando muitos artistas dão-lhe pouca importância após cultuá-la durante séculos, cabe a nós ressaltarmos sua importância. De acordo com ERNEST HELLO "O homem que procura conhecer as causas (das coisas) dirige uma prece à luz" (1923, p.173). É de acordo com esta perspectiva que o presente artigo visará abordar a natureza do belo e seus principais desdobramentos.




segunda-feira, 3 de junho de 2013

CANSAÇO ESPIRITUAL


A aridez espiritual nos ajuda na conquista da humildade
A vida espiritual também é permeada por tempos de aridez, falta de gosto pelas coisas de Deus, solidão, desânimo... Nesses períodos, somos privados das consolações sensíveis e espirituais. Isso, mesmo que nós não entendamos, favorece nosso crescimento na vida de oração e na prática das virtudes. Apesar de muitos esforços, de disciplina na vida espiritual a pessoa, ao passar por esses momentos de deserto, não sente gosto na oração; ao contrário, experimenta-se nela o cansaço, o desânimo, a ausência da presença de Deus, como se Ele tivesse se esquecido de nós e o tempo parece que não tem fim. Poderíamos dizer que a fé e a esperança estão adormecidas. A alma parece envolta numa espécie de torpor. É um tempo penoso em que não se experimenta a alegria.

Esse período de aridez nos ajuda a nos desprendermos de tudo o que não proclama o senhorio de Jesus em nossas vidas, nos ensina e nos educa a buscar a Deus por aquilo que Ele é e não por aquilo que Ele pode nos oferecer. Ajuda-nos a viver o abandono em Deus. Elizabete da Trindade, grande mística carmelita, dizia: \"É preciso deixar tudo para abraçar aquele que é Tudo\". A aridez espiritual ajuda na conquista da humildade, nos faz entender que tudo vem de Deus e em tudo dependemos d\'Ele. O amor de Deus para conosco é puramente gratuidade. Esse tempo penoso nos faz compreender que Ele é o Senhor dos dons e os distribui segundo a maneira que lhe apraz. Não somos nós que devemos ditar as ordens para Deus, Ele é o Senhor, Ele é Deus, Ele é livre e nós somos os seus servos. Assim Deus nos purifica; sofre-se muito, mas este é um sofrimento redentor.

Aprendemos a servir a Deus sem gosto para fazê-lo. Aprendemos a buscá-Lo em todos os momentos. Aprendemos que nossos olhos devem estar fixos n\'Ele. Assim, o Senhor robustece a nossa fé, nos impele a não desistir na busca da prática do bem e ensina-nos o caminho da constância como ocorreu com Santa Teresa d\'Ávila, que durante anos teve dúvidas da presença de Jesus na Eucaristia, mas nem por isso deixou de fazer a Adoração Eucarística.

É por meio desse exercício que se fortifica a virtude. Costumo dizer para os meus filhos na Canção Nova: \"10% é de inspiração e 90% de transpiração\".