Total de visualizações de página

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

APRESENTAÇÃO DAS FELICITAÇÕES DE NATAL À CÚRIA ROMANA





APRESENTAÇÃO DAS FELICITAÇÕES DE NATAL À CÚRIA ROMANA
DISCURSO DO PAPA FRANCISCO
Sala Clementina
Sábado, 21 de Dezembro de 2013

Senhores Cardeais,
Amados irmãos no episcopado e no sacerdócio,
Amados irmãos e irmãs!
Agradeço cordialmente ao Cardeal Decano as suas palavras. Obrigado!
O Senhor concedeu-nos a graça de fazermos uma vez mais o caminho do Advento, tendo rapidamente chegado aos últimos dias que precedem o Natal, dias permeados dum clima espiritual único, feito de sentimentos, recordações, sinais litúrgicos e não litúrgicos, como o presépio... Neste clima, situa-se também o tradicional encontro convosco, Superiores e Oficiais da Cúria Romana que prestais diariamente a vossa colaboração para o serviço da Igreja. A todos vos saúdo cordialmente; seja-me permitido que saúde de modo particular o Arcebispo Pietro Parolin, que há pouco começou o seu serviço como Secretário de Estado e precisa das nossas orações!
Ao mesmo tempo que temos os nossos corações repletos de gratidão a Deus, que nos amou até ao ponto de entregar o Filho Unigénito por nós, é bom dar espaço à gratidão também entre nós. E, neste meu primeiro Natal como Bispo de Roma, sinto necessidade de vos dizer um grande «obrigado» a todos, como comunidade de trabalho, e a cada um pessoalmente. Agradeço-vos pelo vosso serviço de cada dia: pelo cuidado, a diligência, a criatividade; pelo empenho, nem sempre fácil, em colaborardes no departamento ouvindo-vos, confrontando-vos, valorizando as diferentes personalidades e qualidades no respeito recíproco.
De forma particular, desejo exprimir a minha gratidão àqueles que, neste período, terminam o seu serviço e passam à reforma. Bem sabemos que, como presbíteros e bispos, nunca se vai para a reforma; mas do serviço, sim. E é justo; até para se dedicar um pouco mais à oração e ao cuidado das almas, a começar pela própria! Assim, um «obrigado» especial, que me vem do coração, para vós, amados irmãos que deixais a Cúria, sobretudo para vós que aqui trabalhastes durante tantos anos e com grande dedicação, sem dar nas vistas. Isto é verdadeiramente digno de admiração. Muito admiro estes Monsenhores que seguem o modelo dos antigos curiais, pessoas exemplares… Mas hoje também os temos! Pessoas que trabalham com competência, precisão, abnegação, realizando cuidadosamente o seu dever quotidiano. A minha vontade era nomear aqui algum destes nossos irmãos para lhes exprimir a minha admiração e gratidão, mas sabemos que, numa lista, os primeiros que se notam são aqueles que faltam e, ao fazê-lo, corro o risco de esquecer alguém e cometer assim uma injustiça e uma falta de caridade. Contudo quero dizer a estes irmãos que constituem um testemunho muito importante no caminho da Igreja.
E são um modelo; e a partir deste modelo e deste testemunho deduzo as características do Oficial de Cúria, e mais ainda do Superior, que gostaria de sublinhar: o profissionalismo e o serviço.
O profissionalismo, que significa competência, estudo, actualização… Isto é um requisito fundamental para trabalhar na Cúria. Naturalmente, o profissionalismo vai-se formando e, pelo menos em parte, adquire-se; mas, precisamente para que se forme e seja adquirido, penso que é preciso haver, desde o início, uma boa base.
E a segunda característica é o serviço, serviço ao Papa e aos bispos, à Igreja universal e às Igrejas particulares. Na Cúria Romana, de um modo especial aprende-se, «respira-se» esta dupla dimensão da Igreja, esta interpenetração entre universal e particular; e penso que esta seja uma das mais belas experiências de quem vive e trabalha em Roma: «sentir» assim a Igreja. Quando não há profissionalismo, lentamente vai-se escorregando para o nível da mediocridade. A resolução dos casos reduz-se a informações estereotipadas e comunicações sem fermento de vida, incapazes de gerar horizontes grandes. Por outro lado, quando o procedimento não é de serviço às Igrejas particulares e seus bispos, então cresce a estrutura da Cúria como uma alfândega pesadamente burocrática, inspectora e inquisidora, que não permite a acção do Espírito Santo e o crescimento do povo de Deus.
A estas duas qualidades, profissionalismo e serviço, gostaria de acrescentar uma terceira, que é a santidade de vida. Bem sabemos que esta é a mais importante na hierarquia dos valores. Efectivamente, está na base também da qualidade do trabalho, do serviço. E quero reiterar aqui o que já mais de uma vez disse, publicamente, para agradecer ao Senhor: na Cúria Romana houve, e há, santos. Santidade significa vida imersa no Espírito, abertura do coração a Deus, oração constante, humildade profunda, amor fraterno nas relações com os colegas. Significa também apostolado, serviço pastoral discreto, fiel, realizado com zelo no contacto directo com o povo de Deus. Isto é indispensável para um sacerdote.
Santidade, na Cúria, significa também objecção de consciência. Sim, objecção de consciência às murmurações! Nós, justamente, insistimos muito sobre o valor da objecção de consciência, mas talvez devamos exercitá-la também para nos defendermos de uma lei não escrita que, infelizmente, existe nos nossos ambientes: a das murmurações. Então, façamos todos objecção de consciência! E olhai que não pretendo, com isto, fazer apenas um discurso moral ! Porque as murmurações lesam a qualidade das pessoas, lesam a qualidade do trabalho e do ambiente.
Queridos irmãos, sintamo-nos todos unidos neste último pedaço de estrada para Belém. Nisto pode fazer-nos bem meditar sobre o papel de São José, tão silencioso e tão necessário junto de Nossa Senhora. Pensemos n’Ele, na sua solicitude pela Esposa e o Menino. Isto é de grande inspiração para o nosso serviço à Igreja! Por isso, vivamos este Natal espiritualmente unidos a São José. Isto vai fazer-nos bem a todos!
Muito obrigado pelo vosso trabalho e, sobretudo, pelas vossas orações. Sinto-me deveras «levado» pelas orações, e peço-vos que continueis a sustentar-me desse modo. Também eu vos recordo ao Senhor e abençoo, desejando um Natal de luz e de paz para cada um de vós e vossos entes queridos. Feliz Natal!

 

"Onde há vontade, há um Caminho"

A noite em que os hotéis estavam cheios



O casal chegou à cidade tarde da noite.     
Estavam cansados da viagem; ela, grávida, não se sentia bem.
Foram procurar um lugar onde passar a noite.
Hotel, hospedaria, qualquer coisa serviria, desde que não fosse muito caro.
Não seria fácil, como eles logo descobriram.
No primeiro hotel o gerente, homem de maus modos, foi logo dizendo que não havia lugar.
No segundo, o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos.
O homem disse que não tinha, na pressa da viagem esquecera os documentos.
- E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel, se não tem documentos? Disse o encarregado.
- Eu nem sei se o senhor vai pagar a conta ou não!
O viajante não disse nada.
Tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante.
No terceiro hotel também não havia vaga.
No quarto (que era mais uma modesta hospedaria) havia, mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado.
- O senhor vê, se o governo nos desse incentivos, como dão para os grandes hotéis, eu já teria feito uma reforma aqui.
Poderia até receber delegações estrangeiras.
Mas até hoje não consegui nada. Se eu conhecesse alguém influente...
O senhor não conhece ninguém nas altas esferas?
O viajante hesitou, depois disse que sim, que talvez conhecesse alguém nas altas esferas.
- Pois então, disse o dono da hospedaria, fale para esse seu conhecido da minha hospedaria.
Assim, da próxima vez que o senhor vier, talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe, com banho e tudo.
O viajante agradeceu, lamentando apenas que seu problema fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite.
Foi adiante no hotel seguinte, quase tiveram êxito.
O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas, que viajavam incógnitos.
Quando os viajantes apareceram, pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim, que o quarto já estava pronto.
Ainda fez um elogio.
- O disfarce está muito bom.
Que disfarce? Perguntou o viajante.
Essas roupas velhas que vocês estão usando, disse o gerente.
Isso não é disfarce, disse o homem, são as roupas que nós temos.
O gerente aí percebeu o engano:
- Sinto muito, desculpou-se.
- Eu pensei que tinha um quarto vago, mas parece que já foi ocupado.
O casal foi adiante.
No hotel seguinte, também não havia vaga, e o gerente era metido a engraçado.
- Ali perto havia uma manjedoura, disse, por que não se hospedavam lá? Não seria muito confortável, mas em compensação não pagariam diária.
Para surpresa dele, o viajante achou a idéia boa, e até agradeceu.
Saíram.
Não demorou muito, apareceram os três Reis Magos, perguntando por um casal de forasteiros.
E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém de Nazaré.


                                           FELIZ NATAL!
 

"Onde há vontade, há um Caminho"

domingo, 22 de dezembro de 2013

Preparando o coração para o natal- Santo Agostinho




Muitos pensadores cristãos – alguns deles, santos, - escreveram sobre o Natal. São palavras que provocam a reflexão e ensejam a transformação através do anúncio do maior mistério da humanidade: Deus se faz homem e vem habitar entre nós!
Ao longo desse período de Advento, caminhemos em espírito reflexivo através das palavras desses homens e mulheres que ao longo dos anos partilharam em seus escritos suas próprias percepções sobre o Natal. Deixemos que essas palavras produzam em nossos corações frutos que revelem ao mundo o verdadeiro sentido do Natal.

Santo Agostinho escreveu...
Jazia no presépio Aquele que contém o mundo; era uma criança que não sabia falar, aquele que era a Palavra. Aquele que não cabe nos céus, era levado no seio de uma mulher. Esta regia nosso Rei; era portadora daquele em quem somos; amamentava aquele que é nosso Pão.
A Verdade que está no seio do Pai, nasce da terra, para que estivesse também no seio da mãe. A Verdade na qual está contido o mundo, nasceu da terra, para que fosse carregada pelas mãos de uma mulher. A Verdade com a qual é alimentada incorruptivelmente a beatitude dos anjos, nasceu da terra, para que fosse amamentada por seios de carne.
Aquele que no seio do Pai precedeu todos os espaços dos séculos, é o  mesmo que nascendo de uma mãe entra hoje no correr dos anos. É feito homem o autor do homem, para ser alimentado no peito o que governa os astros; para que o Pão tivesse fome, para que a Fonte tivesse sede, para que a Luz dormisse, para que o Caminho se cansasse ao caminhar...
Assista Conto de Natal - A Christmas Carol Completo e Dublado


“Que neste Natal, o menino Jesus possa nascer no coração de cada ser humano, trazendo Paz, Saúde, Fé, Esperança e Caridade.”
Um Santo Natal a todos!
 


"Onde há vontade, há um Caminho"