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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Peru: Serão beatificados os três missionários mortos em 1991 por estarem próximos dos pobres


 
Com o decreto publicado ontem por disposição do papa Francisco, foi reconhecido o martírio dos sacerdotes Michele Tomaszek, Sbigneo Strzalkowski e Alessandro Dordi, mortos no Peru por terroristas do Sendero Luminoso, em ódio à fé, em 9 e 15 de 25 agosto de 1991 em Pariacoto e Rinconada. Os dois primeiros, frades menores (OFM), eram poloneses e realizavam missão no distrito de Pariacoto, província de Santa (norte de Lima).
O terceiro, italiano, sacerdote diocesano, era responsável por uma paróquia na região de Santa, na mesma região. Frei Michele Tomaszek e frei Sbigneo Strzalkowski, 30 e 32 anos, foram executados em 9 de agosto de 1991 depois de serem sequestrados diante de seus paroquianos enquanto assistiam aos doentes na paróquia. Padre Alessandro Dordi foi morto com três tiros de revolver domingo, 25 de agosto de 1991, enquanto voltava da comunidade de Vinzos à paróquia de Santa, depois de celebrar a missa. Dom Luis Armando Bambarén Gastelumendi, Bispo emérito de Chimbote e ex-presidente da Conferência Episcopal Peruana, abriu a Causa de beatificação das três vítimas, como recorda o comunicado enviado à Fides. Padre Angelo Paleri, postulador dos Frades Menores, explica na nota, “Naquele período, o Sendero Luminoso criou na região uma espécie de governo paralelo, o que significava a integração das autoridades existentes e a eliminação de elementos que eram contrários a este objetivo”.
O relatório da “Comisión de la Verdad y Reconciliación" (CVR), anexo à Causa de beatificação, assinala as terríveis ações do Sendero Luminoso contra a Igreja. O editorial do jornal do Sendero Luminoso anunciou com satisfação que “as forças maoístas executaram três sacerdotes”. O mesmo editorial denunciou os dois sacerdotes poloneses que distribuíam ajudas da Caritas como “agentes enviados pelo Papa, membros de uma conspiração que quer desfrutar da fé religiosa do povo para reformar o sistema de opressão no país”.
Fonte: Agência Fides


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