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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Mas historicamente, quem era Pedro?

 
 
A pesquisa histórica diz que antes de se tornar um dos doze discípulos de Cristo, Simão era pescador. Teria nascido em Betsaida e morava em Cafarnaum. Era filho de um homem chamado João ou Jonas e tinha por irmão, o também apóstolo Santo André. Simão e André eram “empresários” da pesca e tinham a sua própria frota de barcos, em sociedade com Tiago, João e o pai destes, Zebedeu. Pedro era casado e tinha pelo menos um filho. A sua esposa era de uma família rica e moravam numa casa própria, cuja descrição é muito semelhante a uma villa romana, na cidade “romana” de Cafarnaum. Alguns textos sugerem que o pai da esposa de Pedro chamava-se Aristóbulo, que tinha um irmão conhecido por Barnabé, e pertenciam provavelmente a uma família aristocrática.
Nos Evangelhos Sinóticos, o nome de Pedro encabeça sempre a lista dos discípulos de Jesus, o que na interpretação da Igreja Católica Romana deixa transparecer um lugar de primazia sobre o Colégio Apostólico. Não se rejeita a hipótese de Pedro, assim como o seu irmão André, antes de seguir Jesus, tenha sido discípulo de João Batista.
Segundo a tradição defendida pela Igreja Católica Romana e pela Igreja Ortodoxa, o apóstolo Pedro, depois de ter exercido o episcopado em Antioquia, ter-se-ia tornado o primeiro Bispo de Roma. Segundo esta tradição, depois de solto da prisão em Jerusalém, o apóstolo teria viajado até Roma e aí permanecido até ser expulso com os judeus e cristãos pelo imperador Cláudio, época em que teria voltado a Jerusalém para participar da reunião de apóstolos sobre os rituais judeus no chamado Concílio de Jerusalém. A Bíblia atesta que após esta reunião, Pedro ficou em Antioquia (como o seu companheiro de ministério, Paulo, afirma na sua carta aos Gálatas). A tradição da Igreja Católica Romana afirma que depois de passar por várias cidades, Pedro foi martirizado em Roma entre 64 e 67 d.C.
Pedro era um homem sanguíneo, isto é o seu temperamento era o que podemos chamar de “sangue quente”,
Pedro exibia calor, intensivamente nas suas emoções e ação dinâmica. Ninguém foi tão falante, tão vibrante e tão decisivo como Pedro. Amava o Senhor intensamente e era o Seu companheiro de todas a horas; por outro lado, era tão pusilânime (fraco de ânimo), que questionado naquela terrível madrugada da sexta-feira Santa, negou diante de uma empregada o Seu Senhor, pelo qual jurara tanto amor. Porém, como todo o sanguíneo, teve a coragem de voltar atrás, não olhar para o passado e chefiar a Igreja de Jesus.
Foi este homem de sangue quente e fraco de ânimo que teve uma experiência especial com Jesus e foi ele o primeiro a responder profundamente quem era Jesus Cristo.
Encontramos o relato do evento no Evangelho de São Mateus 16, 13-19: Jesus pergunta aos Seus discípulos (depois de se informar do que sobre ele corria entre o povo): “E vós, quem pensais que sou eu?”.
Simão Pedro, respondendo, disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus respondeu-lhe: “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne ou o sangue que te revelaram isso, e sim Meu Pai que está nos céus. Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei Minha Igreja, e as portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16, 16-19).
Foi esta experiência profunda de Pedro que o fez ser destacado entre os discípulos.

"Onde há vontade, há um Caminho"